Porto Alegre, sábado, 25 de Outubro de 2014

  • 25/08/2014
  • 09:03
  • Atualização: 09:25

Japão pode entregar tratamento experimental contra ebola

Liberação aguarda solicitação da Organização Mundial da Saúde

Secretário-geral do governo japonês, Yoshihide Suga, fez anúncio nesta segunda-feira | Foto: Jiji Press / AFP / CP

Secretário-geral do governo japonês, Yoshihide Suga, fez anúncio nesta segunda-feira | Foto: Jiji Press / AFP / CP

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  • AFP

O Japão anunciou nesta segunda-feira estar disposto a entregar um tratamento experimental elaborado por uma empresa nipônica para lutar contra o vírus ebola. A atual epidemia da doença já matou mais de 1,4 mil pessoas em quatro países da África ocidental. "Nosso país está disposto a entregar medicamento em cooperação com o fabricante se a Organização Mundial da Saúde (OMS) solicitar", declarou o secretário-geral do governo, Yoshihide Suga.

Na comparação com o ZMapp, o soro experimental americano com o qual foram tratados com sucesso dois pacientes americanos, apresenta a vantagem de ter sido homologado em março no Japão como antiviral contra a gripe e está atualmente em fase de exames técnicos nos Estados Unidos. "Antes mesmo da OMS tomar uma decisão, estamos dispostos a responder aos pedidos individuais (de médicos) sob certas condições porque é um caso urgente", declarou Suga. "Temos estoque suficiente para mais de 20 mil pessoas", completou.

Até o momento não existe nenhuma vacina ou antiviral homologado contra o ebola. Diante da atual epidemia, a comunidade médica internacional aprovou em meados de agosto os tratamentos experimentais. O medicamento japonês se chama favipiravir (ou "T-705"). É comercializado pela Toyama Chemical, filial da empresa de imagens
FujiFilm Holdings, com o nome Avigan.

A atual epidemia, a mais grave desde a descoberta do vírus em 1976, deixou pelo menos 1,47 mil mortos na Libéria, Serra Leoa, Guiné e, em menor medida, Nigéria, segundo a OMS.

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