Porto Alegre, terça-feira, 21 de Outubro de 2014

  • 25/08/2014
  • 19:32
  • Atualização: 21:04

Ebola matou mais de 120 servidores de saúde na África

Despreparo para enfrentar febre hemorrágica e falta de médicos agravam "reino de medo" da doença

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  • AFP

A epidemia de Ebola matou, até agora, mais de 120 membros de serviços de saúde, segundo da dados da Organização Mundial da Saúde (OMS). A entidade também denunciou, nesta segunda-feira, que os três países mais afetados - Libéria, Guiné e Serra Leoa - contam apenas com um a dois médicos por 100 mil habitantes.

"Até agora, mais de 240 trabalhadores sanitários desenvolveram a doença em Guiné, Nigéria e Serra Leoa", indicou a OMS em um comunicado. Muitos fatores explicam esta proporção elevada, como a falta de equipamento de proteção individual (máscaras e luvas) e sua má utilização, o número amplamente insuficiente de médicos e a sobrecarga de trabalho dos profissionais que, portanto, estão mais propensos a cometer erros.

Além disso, segundo a OMS, grande parte das recentes epidemias de Ebola foram localizadas em regiões atrasadas, em uma parte da África que é mais familiarizada com esta doença e com redes de transmissão que eram mais fáceis de acompanhar. "A epidemia atual é diferente", informou o órgão, que salientou o "reino de medo das cidades e vilarejos, pela falta de preparo para a situação.

"Os primeiros sintomas de muitas doenças infecciosas endêmicas na região, como a malária, a febre tifoide e a febre de Lassa, são similares aos do vírus Ebola. Os pacientes infectados frequentemente precisam de cuidados de urgência. Seus médicos e enfermeiras podem não ter qualquer razão para suspeitar que se trata de Ebola e não veem a necessidade de adotar as medidas de proteção", prosseguiu a OMS.

Segundo o último balanço da OMS, divulgado em 20 de agosto, a febre hemorrágica matou no total 1.427 pessoas (entre casos confirmados, prováveis e suspeitos), sendo 624 na Libéria, 406 na Guiné, 392 em Serra Leoa e 5 na Nigéria.

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