Porto Alegre, quinta-feira, 18 de Dezembro de 2014

  • 25/08/2014
  • 20:44
  • Atualização: 20:55

EPTC desenvolve sistema para prevenir corridas superfaturadas de táxi

Ferramenta deve estar disponível no site do órgão de trânsito até o fim de setembro

Ferramenta deve estar disponível no site do órgão de trânsito até o fim de setembro | Foto: Samuel Maciel / CP Memória

Ferramenta deve estar disponível no site do órgão de trânsito até o fim de setembro | Foto: Samuel Maciel / CP Memória

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  • Lucas Rivas/Rádio Guaíba

A fim de evitar que se repitam fraudes em corridas superfaturadas de táxi, denunciadas, no primeiro semestre, pelo Correio do Povo, a Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) desenvolve um sistema para simular o valor do serviço, a partir do Aeroporto Salgado Filho e da Estação Rodoviária, para diferentes destinos da Capital. A ferramenta está em fase final de conclusão, com previsão de estar funcionando até o fim de setembro. O sistema deve ser acessado por meio de um link publicado no site do órgão de trânsito.

De acordo com o diretor-presidente da EPTC, Vanderlei Cappellari, o software vai auxiliar apenas os passageiros que fazem o pagamento antecipado de corridas tabeladas, com cartões de débito e crédito, nos dois terminais – Aeroporto e Rodoviária. “Além da transparência, vai trazer a informação antecipada (…) de prestação de serviço de táxi nestes dois pontos, que são de fundamental importância”, disse.

O sistema foi criado após a reportagem do Correio do Povo ter divulgado o esquema fraudulento, mantido pela Cooperativa de Táxis do Aeroporto Internacional Salgado Filho (Cootaero). O crime levou a Delegacia do Consumidor de Porto Alegre (Decon) a indiciar o presidente da Cootaero, Ronei Caetano Montiel, por crime contra economia popular. Caso seja condenado, Montiel pode pegar até dois anos de prisão.

O esquema levou o Ministério Público a abrir uma investigação paralela, assim como a EPTC. Após a conclusão do trabalho investigatório da Polícia Civil, Vanderlei Cappellari adiantou que os permissionários flagrados no esquema serão alvo de um processo administrativo, que pode culminar com o afastamento das funções.

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