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26/08/2014 13:16 - Atualizado em 26/08/2014 13:42

"Vai acontecer contigo o mesmo que aconteceu com a tua mãe"

Gravação que mostra ameaças ao garoto deve ser usada como principal prova de acusação

Pessoas se aglomeraram para ver a chegada da ré Edelvânia<br /><b>Crédito: </b> André Ávila
Pessoas se aglomeraram para ver a chegada da ré Edelvânia
Crédito: André Ávila
Pessoas se aglomeraram para ver a chegada da ré Edelvânia
Crédito: André Ávila

O vídeo anexado ao inquérito do caso Bernardo, recuperado pelos peritos do celular de Leandro Boldrini, tem trechos de ameaças ao garoto. Uma fonte, que prefere não se identificar, revelou ao Correio do Povo que Leandro apareceria na gravação sentado no sofá de casa com um copo de whisky na mão. Enquanto isso, a madrasta Graciele brincaria com a irmã de Bernardo. De acordo com a fonte, no vídeo o pai refere-se ao menino sempre o chamando de "rapaz". Nessa mesma gravação, o casal teria dito a Bernardo: "Vai acontecer contigo o mesmo que aconteceu com a tua mãe". A mãe de Bernardo, Odilaine Uglione, cometeu suicídio em 2010.

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A delegada Caroline Bamberg afirmou que as imagens foram gravadas pela madrasta na tentativa de mostrar as atitudes agressivas de Bernardo com a família. "Quando esse vídeo vier a público, a população vai saber como era a situação dentro da casa. O vídeo é bem revelador e demonstra o comportamento que ele (Leandro) tinha com o filho", declarou a delegada.

O vídeo deve ser usado como principal prova de acusação no processo da morte do menino. A audiência teve início nesta terça-feira no Fórum de Três Passos, no Noroeste do Rio Grande do Sul.

A morte da mãe de Bernardo

O suposto suicídio de Odilaine, em 2010, voltou a ganhar repercussão em 2014, após o assassinato de Bernardo, de 11 anos, no Norte do Estado. Para a defesa da avó, o pai do menino é suspeito de envolvimento também na morte da mãe. O advogado de Jussara Uglione, vó de Bernardo, Marlon Taborda, frisou, ainda, que Boldrini presenciou o fato, já que Odilaine morreu dentro da clínica dele, três dias antes da assinatura da separação. Em maio, o médico se tornou réu pela morte do filho, junto da madrasta de Bernardo, a enfermeira Graciele Ugulini, e dos irmãos Edelvânia e Evandro Wirganovicz, conhecidos do casal.

Taborda pediu a reabertura do caso sustentando que o perito responsável pelo exame no corpo da mãe do menino, é parente do pai do garoto, Leandro Boldrini. Conforme pesquisa feita pelo advogado, a filha do examinador é casada com um primo de Leandro, médico acusado de participar do homicídio do garoto em Três Passos. Marlon Taborda também afirmou que o perito pode ter forjado uma tomografia de Odilaine Uglione, apresentada ao Poder Judiciário quatro anos após a morte da mulher.

O advogado também questionou o fato de a perícia no corpo de Odilaine ter sido feita durante a noite. Outro ponto levantado é o fato de terem sido encontrados resquícios de pólvora na mão esquerda da mulher, que era destra. Ele destacou ainda, que vai aguardar decisão judicial sobre a reabertura do caso para apresentar as novas informações obtidas. O pedido de reabertura do inquérito foi negado pelo juiz de Três Passos Marcos Agostini no dia 28 de julho.

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Fonte: Fernanda Pugliero / Correio do Povo






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