Porto Alegre, domingo, 23 de Novembro de 2014

  • 26/08/2014
  • 18:40
  • Atualização: 18:41

Partido Progressista cogita expulsar vereador preso em Canoas

Objetivo, conforme o presidente estadual Celso Bernardi, é evitar que a imagem da sigla fique manchada

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  • Samantha Klein/Rádio Guaíba

Depois que o vereador de Canoas, Celso Jancke (PP), foi preso por supostamente utilizar o cargo para obter vantagens, o diretório estadual do Partido Progressista (PP) garante que um processo ético vai ser instaurado durante a semana. A expulsão do político é cogitada, se o crime for confirmado.

O presidente da sigla no Estado, Celso Bernardi, fala que, nos próximos dias, vai conversar com as lideranças municipais do partido, em Canoas, para averiguar as circunstâncias da prisão do vereador. Bernardi garante que o político vai ter direito a se defender, mas admite que o processo de afastamento pode ocorrer, nesse período, para que a imagem do partido não fique manchada.

“Nós não temos nenhum compromisso com o erro, mas se houve, o vereador vai ter de se acertar com a Justiça”, ressaltou. O Ministério Público cumpriu sete mandados de busca e apreensão e um de prisão temporária relativos aos crimes de concussão (obter vantagem por conta de um cargo) e lavagem de dinheiro envolvendo o parlamentar Celso Jancke, que foi preso temporariamente, e dois assessores dele.

O ex-chefe de gabinete do vereador Dr. Pompeu (PTB), Cleber da Silva Britto, e um assessor de Celso Jancke, Cláudio Roberto Saldanha, ainda foram detidos em flagrante por porte ilegal de armas e munição. Eles são suspeitos de arrecadarem o dinheiro junto aos funcionários de gabinete.

Conforme as investigações, realizadas pelo promotor de Justiça Flávio Duarte, os vereadores Celso Jancke, Dr. Pompeu e José Francisco Nunes (o Francisco da Mensagem – PSB) exigiam parte dos salários dos funcionários com cargo de confiança.

Os outros dois parlamentares não tiveram prisão temporária solicitada porque, segundo o promotor, cometeram infrações de menor gravidade.

Conforme as investigações, realizadas pelo promotor Flávio Duarte, os vereadores Jancke, Dr. Pompeu e Francisco da Mensagem exigiam parte dos salários dos funcionários com Cargo de Confiança (CC). No caso de Jancke, eles ainda eram obrigados a contrair empréstimos consignados, entre R$ 40 mil e R$ 70 mil, valor que era todo entregue ao vereador, em mãos. Os outros dois parlamentares não tiveram prisão temporária solicitada porque, segundo o promotor, cometeram infrações de menor gravidade.

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