Porto Alegre, segunda-feira, 24 de Novembro de 2014

  • 26/08/2014
  • 18:52
  • Atualização: 19:45

PSB diz que uso de avião seria declarado à Justiça Eleitoral no fim da campanha

Partido divulgou nota nesta terça-feira

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  • Agência Brasil

Após os questionamentos sobre a propriedade da aeronave Cessna Citation prefixo PR-AFA, cuja queda matou o ex-governador e candidato à Presidência da República Eduardo Campos e mais seis pessoas, o PSB informou nesta terça-feira, em nota, que o jato “teve seu uso – de conhecimento público – autorizado pelos empresários João Carlos Lyra Pessoa de Mello Filho e Apolo Santana Vieira”.

Na nota assinada pelo presidente do PSB, Roberto Amaral, o partido esclarece que a aeronave deveria ser usada durante toda a campanha e que o pagamento seria feito ao término do período, quando então se verificaria o número de horas voadas para que fosse feito o acerto final e declarado à Justiça Eleitoral o desembolso.

“Nos termos facultados pela legislação eleitoral, e considerando o pressuposto óbvio de que seu uso teria continuidade até o final da campanha, pretendia-se proceder à contabilização ao término da campanha eleitoral, quando, conhecida a soma das horas voadas, seria emitido o recibo eleitoral, total e final”, esclarece a nota do PSB. A aeronave, que saiu do Rio de Janeiro com destino a Guarujá (SP), caiu em um bairro da cidade vizinha de Santos na manhã do dia 13 de agosto.

O partido e a candidata Marina Silva, que substituiu Campos, vinham sendo questionados para esclarecer a propriedade da aeronave. Alguns dos impasses para anunciar os proprietários do jato estão relacionados, inclusive, ao pagamento dos danos materiais causados com a queda do avião.

Ao final da nota, o PSB afirma que a tragédia “impôs conhecidas alterações tanto na direção partidária quanto na estrutura e comando da campanha, de onde as dificuldades enfrentadas no levantamento de todas as informações que são devidas aos nossos militantes e à sociedade brasileira”.

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