Porto Alegre, segunda-feira, 24 de Novembro de 2014

  • 27/08/2014
  • 08:15
  • Atualização: 08:40

Santa Maria lembra 19 meses da tragédia da Kiss

Amigos e familiares das vítimas participarão de celebração às 19h na Igreja Nossa Senhora das Dores

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  • Renato Oliveira / Correio do Povo

Nesta quarta-feira, familiares e amigos das vítimas da tragédia da boate Kiss participarão de uma missa para lembrar os 19 meses do incêndio que matou 242 pessoas em Santa Maria, região central do Estado. A celebração acontecerá às 19h na Igreja Nossa Senhora das Dores.

Antes de iniciar a celebração, vai ocorrer o tradicional minuto do barulho com palmas e buzinaço de carros. O incêndio na boate Kiss ocorreu na madrugada do dia 27 de janeiro de 2013 e foi causado pelo acendimento de um sinalizador por um integrante da banda Gurizada Fandagueira que se apresentava na casa noturna.

A imprudência e as más condições de segurança ocasionaram a morte de mais de duas centenas de pessoas.O incêndio foi considerado a segunda maior tragédia no Brasil em número de vítimas em um incêndio, sendo superado apenas pela tragédia do Gran Circus Norte-Americano, ocorrida em 1961, em Niteroi, que vitimou 503 pessoas.

Em setembro ocorrerá a inquirição de testemunhas de defesas do processo criminal da tragédia. Serão ouvidas 50 pessoas em Santa Maria .O juiz Ulysses Fonseca Louzada - que preside o processo criminal - marcou as audiências para os dias 16,17,18, 23 e 30 de setembro e os dias 01, 02, 07, 08, 09 e 14 de outubro.

A tragédia

O incêndio na boate Kiss – que ficava na Rua dos Andradas, Centro de Santa Maria – começou por volta das 2h30min da madrugada de 27 de janeiro de 2013. Dos jovens que participavam de uma festa organizada por estudantes da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), 242 morreram em decorrência do fogo.

Segundo testemunhas, o incêndio teria começado quando um dos integrantes da banda Gurizada Fandangueira, que acabara de subir ao palco, lançou um sinalizador. O objeto teria encostado na forração da casa noturna. As pessoas não teriam percebido o fogo de imediato, mas assim que o incêndio se espalhou, a correria teve início. Conforme relatos, os extintores posicionados na frente do palco não funcionaram.

Em pânico, muitos não conseguiram encontrar a única porta de saída do local e correram para os banheiros. Aqueles que conseguiram fugir em direção à saída, ficaram presos nos corrimãos usados para organizar as filas. A boate foi tomada por uma fumaça preta e as pessoas não conseguiam enxergar nada. A maioria morreu asfixiada dentro dos banheiros ou na parte dos fundos da boate.


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