Porto Alegre, sábado, 20 de Dezembro de 2014

  • 27/08/2014
  • 13:36
  • Atualização: 13:42

Gilberto Carvalho diz que PT não teme adversário

Resultados de pesquisa causaram preocupação tanto à campanha de Dilma quanto à de Aécio Neves

Gilberto Carvalho diz que PT não teme adversário | Foto: Elza Fiuza / Agência Brasil / CP

Gilberto Carvalho diz que PT não teme adversário | Foto: Elza Fiuza / Agência Brasil / CP

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Um dia após pesquisa Ibope/Estadão/Rede Globo apontar que a candidata do PSB à Presidência, Marina Silva, venceria as eleições em um eventual segundo turno contra Dilma Rousseff (PT), o ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, disse nesta quarta-feira que o PT não tem que "escolher" nem "temer nenhum adversário" na corrida ao Palácio do Planalto.

"Eu não vejo nenhum problema (de a disputa for com Marina). Na verdade nós não temos que escolher adversário, nem temer nenhum adversário", comentou Carvalho a jornalistas, após participar da posse do Conselho Nacional de Juventude (Conjuve), em Brasília.

Os resultados da pesquisa Ibope causaram preocupação tanto à campanha de Dilma quanto à do candidato tucano Aécio Neves. Auxiliares da presidente atribuem o crescimento de Marina à comoção provocada pela morte trágica do ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos, em acidente aéreo no dia 13 de agosto.

Segundo a pesquisa Ibope, divulgada nesta terça-feira, Dilma aparece com 34% das intenções de voto no primeiro turno, seguida por Marina, com 29%, e Aécio, com 19%. Num eventual segundo turno entre as candidatas do PT e do PSB, Marina derrotaria Dilma: 45% a 36%. A margem de erro máxima do levantamento é de 2 pontos porcentuais, para mais ou para menos.

Com o crescimento das intenções de voto de Marina, mostrando um distanciamento cada vez maior da ex-ministra do Meio Ambiente e o senador tucano, Dilma está sendo obrigada a reformular sua estratégia, passando a mirar mais a ambientalista e a questionar a experiência administrativa da candidata do PSB. "Acho que, para um presidente da República, é intrínseco se preocupar com a gestão, porque, se não se preocupar com a gestão, esse presidente da República está querendo ser ou rei ou rainha da Inglaterra", disparou a petista na última segunda-feira, 25, em coletiva de imprensa concedida no Palácio da Alvorada.


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