Porto Alegre, sexta-feira, 19 de Dezembro de 2014

  • 27/08/2014
  • 15:34
  • Atualização: 15:35

TCU retoma análise da compra da refinaria de Pasadena

Processo definirá se a presidente da Petrobras, Graça Foster, terá seus bens bloqueados

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O Tribunal de Contas da União (TCU) retomou na tarde desta quarta-feira a análise do processo sobre a aquisição da refinaria de Pasadena e deve definir se a presidente da Petrobras, Graça Foster, terá seus bens bloqueados. Do lado de fora do tribunal foram penduradas faixas com o rosto da executiva e o pedido pelo bloqueio patrimonial da presidente da empresa. Os cartazes têm os logos da Força Sindical e da União Geral dos Trabalhadores (UGT). "A Justiça é cega, mas os trabalhadores, não", diz uma das faixas.

Também foram espalhadas imagens da presidente Dilma Rousseff vestida com um macacão laranja da estatal em que o nome da empresa foi alterado para "PTrobras". Abaixo dos cartazes com a imagem de Dilma, constam os dizeres "caixa 2" e "corrupção". A sessão plenária do tribunal já teve início e, em breve, o caso entrará para julgamento.

O ministro relator do caso, José Jorge, deve confirmar aos colegas no plenário que houve doação de bens por parte da presidente da estatal. O ministro não pretende analisar, contudo, se o feito configura tentativa de burla. Conforme reportagem publicado pelo jornal O Globo, Graça e o ex-diretor da área internacional Nestor Cerveró doaram bens após divulgação do caso Pasadena.

José Jorge irá manter seu voto pedindo que a presidente da empresa e também o ex-diretor Jorge Zelada sejam incluídos no novo processo que irá apurar a culpa dos envolvidos por um prejuízo estimado em US$ 792 milhões com a compra da refinaria.

Ele deve pedir que o bloqueio patrimonial já estabelecido para 11 nomes, como Cerveró, Almir Barbassa, José Sérgio Gabrielli e Paulo Roberto Costa seja estendido para a presidente da estatal. Nos bastidores do tribunal, os ministros preveem que José Jorge fique vencido e Graça seja liberada da indisponibilidade de bens.

A decisão já foi adiada duas vezes. Na primeira ocasião, o caso foi suspenso após defesa do advogado-geral da União, Luís Inácio Adams, no plenário. No segundo momento, o relator retirou o processo do julgamento após receber a notícia de que a presidente da estatal havia doado bens. Adams, que reforçou seu périplo pelos gabinetes dos ministros nesta semana, está presente na sessão que decidirá a situação de Graça Foster.

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