Porto Alegre, sábado, 20 de Dezembro de 2014

  • 28/08/2014
  • 15:31
  • Atualização: 15:45

Advogado usará vídeos para tentar reabrir inquérito da morte da mãe de Bernardo

Gravações comprovando violência doméstica e ameaças ao menino foram anexados ao processo

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  • Ananda Müller / Rádio Guaíba

A divulgação da existência de vídeos gravados no telefone celular de Leandro Boldrini, pai do menino Bernardo Boldrini, que conferiu provas novas ao caso referente ao assassinato do garoto, será usada pela família para tentar reabrir o caso da morte da mãe do menino, Odilaine Uglione, em 2010. A informação foi confirmada pelo advogado da avó materna (Jussara Uglione) de Bernardo, Marlon Taborda, nesta quinta-feira.

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“Fica claro no vídeo que o garoto era ameaçado, inclusive de morte. Quando Graciele Uguline, madrasta de Bernardo, é identificada dizendo ‘tu vai ter o mesmo destino da tua mãe’, fica evidente uma confissão velada do crime’, disse o advogado.

Conforme a Polícia Civil, Odilaine Uglione cometeu suicídio no interior do consultório de Leandro. A família dela, no entanto, nunca acreditou nessa versão. O pedido do advogado ao Tribunal de Justiça deve ser encaminhado nos próximos dias. Há um mês, em 28 de julho, o primeiro pedido de reabertura do caso foi negado pela Justiça de Três Passos.

Na terça-feira, quatro das onze testemunhas de acusação referentes ao assassinato de Bernardo foram ouvidas no Fórum de Três Passos. O depoimento da delegada Caroline Bamberg Machado, considerada testemunha-chave no caso, durou quatro horas e meia, o que atrasou as demais oitivas. Oito depoimentos de acusação foram remarcados para o dia 8 de setembro, no mesmo local. As 22 testemunhas de defesa, inicialmente convocadas para depor também na terça-feira, seguem sem nova data para depor. Além disso, 44 testemunhas – tanto de defesa quanto de acusação – serão ouvidas através de carta precatória, fora de Três Passos.

Relembre o caso
Bernardo Boldrini, de 11 anos, desapareceu em 4 de abril e foi encontrado morto dez dias depois enterrado em um buraco de uma propriedade rural no interior de Frederico Westphalen. São acusados da morte do garoto o pai, o médico Leandro Boldrini, a madrasta, Graciele Ugulini, e os irmãos Edelvania e Evandro Wirganovickz. De acordo com a investigação, Graciele disse ao garoto que a intenção era ir até o município vizinho para comprar um televisor. Lá, com a ajuda de Edelvânia, o menino foi dopado e recebeu a aplicação de uma injeção letal com o tranquilizante Midazolan. Depois, ele foi enterrado enrolado em um saco plástico e teve soda jogada sobre o corpo, para acelerar a decomposição. O irmão de Edelvânia é suspeito de ter auxiliado a abrir o buraco onde ele foi encontrado.

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