Porto Alegre, sábado, 1 de Novembro de 2014

  • 28/08/2014
  • 16:05
  • Atualização: 16:27

Cadeiras de rodas são colocadas em vagas de estacionamento na Capital

Medida da Prefeitura marcou o fim da Semana da Pessoa com Deficiência

Ação ocorreu no Centro de Porto Alegre | Foto: Anselmo Cunha / PMPA / CP

Ação ocorreu no Centro de Porto Alegre | Foto: Anselmo Cunha / PMPA / CP

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  • Gabriel Jacobsen / Rádio Guaíba

Nesta sexta-feira, uma ação da Secretaria de Acessibilidade da Capital buscou mostrar aos motoristas sem deficiências físicas a dificuldade enfrentada pelos que dependem das vagas de deficiente. Foram colocadas, nas vagas destinadas aos carros, na avenida Borges de Medeiros, nas proximidades da Esquina Democrática, cadeiras de rodas. A medida de conscientização marcou o fim da Semana da Pessoa com Deficiência de Porto Alegre.

O cadeirante Rafael Ferreira Correa, que é atleta de vela adaptada, foi ao local apoiar a ação e explicou as dificuldades que passa quando troca as águas pelo trânsito da Capital. Segundo ele, é frequente o desrespeito às vagas de estacionamento para deficientes tanto em locais públicos quanto privados. E o pior, segundo o atleta, é acionar a Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) e não obter ajuda dos fiscais de trânsito.

“Vou todo mês ao Postão de Saúde do IAPI. Nunca consigo utilizar as vagas reservadas. Cada vez que eu vou, eu chamo a fiscalização. Já cheguei a esperar duas horas a fiscalização chegar lá”, exemplificou o atleta, que estacionou seu veículo adaptado há cerca de 100 metros do local da ação, apontando que neste curto trajeto encontrou duas calçadas não adaptadas com rampas.

Já o secretário da pasta, Raul Cohen, avaliou positivamente o trabalho de fiscalização da EPTC sobre os locais para deficientes. “A EPTC, dentro das suas possibilidades, com o número de fiscais que tem, tem procurado atender as solicitações de quando existem essas vagas ocupadas inadvertidamente por outras pessoas”, defendeu.

Segundo o secretário, Porto Alegre cumpre a lei que obriga que 2% das vagas sejam destinadas a deficientes e 5% para idosos. Além de multa, o veículo deve ser guinchado em caso de ocupação das vagas demarcadas.

Para utilizar as vagas, os deficientes físicos devem buscar a Secretaria Municipal para cadastral o veículo e receber um adesivo específico. Segundo o atleta cadeirante, a adaptação de veículos para deficiência custa em Porto Alegre R$ 2,5 mil, enquanto no Interior do Estado há empresas que fazem o mesmo serviço por R$ 1 mil.
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