Porto Alegre, quinta-feira, 23 de Outubro de 2014

  • 28/08/2014
  • 18:56

BM ainda não repôs viaturas incendiadas em fevereiro na Academia de Polícia

Investigação confirmou crime, mas não identificou autores

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  • Lucas Rivas/Rádio Guaíba

Passados seis meses do atentado criminoso que resultou no incêndio de dez viaturas da Brigada Militar em Porto Alegre, a corporação ainda não recebeu as picapes Nissan Frontier de volta. Cinco delas tiveram perda total e outras cinco levadas para conserto.

As viaturas parcialmente danificadas foram liberadas para a oficina mecânica apenas hoje, um dia após a conclusão do Inquérito Policial Militar (IPM). Os carros não podiam ser reparados até finalização do trabalho investigativo. Conforme a Brigada Militar, essas cinco viaturas devem ser entregues em um prazo de 120 dias.

O prazo para chegada das picapes novas, que vão substituir as com perda total, porém, segue sem data prevista. Os veículos devem ser repassadas pela Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp). A BM reafirmou que essas dez viaturas serão destinadas a unidades nas fronteiras do Rio Grande do Sul.

Nessa quarta-feira, a Corregedoria da Brigada Militar concluiu que houve um atentado criminoso no pátio da Academia de Polícia Militar em Porto Alegre, em 24 de fevereiro. O IPM não conseguiu, porém, apontar a autoria do crime de dano ao patrimônio público. Perícias realizadas confirmaram que as viaturas foram incendiadas por meio de um agente externo. O documento vai agora ser analisado pelo Tribunal de Justiça Militar.

As caminhonetes, avaliadas em quase R$ 100 mil cada, não tinham seguro. Na Academia, havia 206 veículos. Uma dia após o crime, a Secretaria da Segurança Pública (SSP) garantiu a reposição das viaturas queimadas, o que até agora não ocorreu.

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