Porto Alegre, sexta-feira, 31 de Outubro de 2014

  • 28/08/2014
  • 20:00
  • Atualização: 20:07

Vereador de Canoas detido por suposta extorsão de CCs deixa o Presídio Central

Defesa obteve alvará e, com isso, Celso Jancke (PP) só cumpriu dois dos cinco dias de prisão temporária

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  • Lucas Rivas/Rádio Guaíba

O vereador de Canoas Celso Jancke (PP) deixa ainda nesta quinta-feira o Presídio Central de Porto Alegre. O alvará de soltura foi expedido, a pedido da defesa do parlamentar. Alvo de uma ação do Ministério Público, Jancke ingressou no Central na terça-feira. Ele foi preso temporariamente por participar de um esquema de extorsão de servidores com Cargos de Confiança. A prisão temporária ocorreu na segunda-feira. O prazo inicial era de cinco dias, mas o vereador só cumpriu dois.

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Em função da prisão do parlamentar, a Câmara de Canoas decidiu adiar a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar a arrecadação de dinheiro pelos vereadores, a partir do salário e das vantagens dos servidores de gabinete, como o empréstimo consignado, por exemplo. A decisão foi tomada um dia após a ação do Ministério Público (MP), que culminou com a prisão do progressista.

Apesar de postergar a abertura de CPI, o Legislativo decidiu suspender, temporariamente, os empréstimos consignados para assessores. Além disso, a Procuradoria da Casa vai solicitar ao MP cópias do expediente para analisar o teor e os motivos da operação. Já o diretório estadual do Partido Progressista (PP) garantiu instaurar um processo ético sobre o caso. A expulsão do político é cogitada se o crime for confirmado.

O Ministério Público cumpriu sete mandados de busca e apreensão e um de prisão temporária relativos aos crimes de concussão (obter vantagem por conta de um cargo) e lavagem de dinheiro. Conforme as investigações, além de Jancke, os vereadores Dr. Pompeu e José Francisco Nunes (o Francisco da Mensagem – PSB) exigiam parte dos salários dos funcionários com cargo de confiança. Os últimos dois não chegaram a ser presos porque, segundo o MP, cometeram crimes infrações de menor gravidade.

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