Porto Alegre, quinta-feira, 18 de Dezembro de 2014

  • 29/08/2014
  • 14:12
  • Atualização: 14:19

Mantega admite que Brasil não conseguirá crescer 1,8% no ano

PIB encolheu 0,6% no segundo trimestre do ano, informou IBGE

Mantega admitiu que revisão para baixo será feito na previsão do PIB do ano | Foto: Elza Fiúza / Agência Brasil / CP

Mantega admitiu que revisão para baixo será feito na previsão do PIB do ano | Foto: Elza Fiúza / Agência Brasil / CP

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O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou nesta sexta-feira que não será possível o Brasil ter o crescimento de 1,8% no PIB em 2014 após o segundo trimestre ter apresentado queda de 0,6% na margem, de acordo com Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Segundo o ministro, a pasta deverá fazer uma revisão para baixo dessa previsão oficial em setembro.

Mantega, afirmou, porém, que não se para dizer que o Brasil está em recessão. Segundo ele, a queda de 0,2% do PIB no primeiro trimestre foi influenciada pela retração de 0,6% entre abril e junho na margem. Na sua avaliação, como o País entre julho e setembro vai crescer, provavelmente haverá revisão do PIB nos trimestres anteriores, o que poderá acabar com a sequência de queda da economia por dois trimestres consecutivos.

"Recessão é parada prolongada da economia como ocorreu na Europa", destacou Mantega. "Estamos falando de no máximo dois trimestres no Brasil e sabemos que a economia está em movimento. Recessão é quando há desemprego e renda da população caindo. Aqui é ao contrário. Para os trabalhadores é como se nem houvesse crise internacional. Eles têm tido há vários anos e no primeiro semestre de 2014 aumento do emprego e da renda", continuou.

Mantega afirmou que a massa salarial continuou crescendo no primeiro semestre deste ano, com expansão de 2% a 3% em termos anualizados, junto com geração líquida de 500 mil empregos. "Teremos possibilidade de aumentar a demanda e o consumo no segundo semestre", comentou.

Segundo o Ministro, a inflação baixa vai influenciar para que o País tenha resultados positovo nos próximos semestre. "Teremos possibilidade de aumentar a demanda e o consumo no 2º semestre", comentou Mantega.

"Começamos o terceiro trimestre de forma positiva Temos dados positivos em julho, como papelão ondulado e vendas do setor automobilístico. A perspectiva é que teremos crescimento moderado no terceiro trimestre”, completou.

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