Porto Alegre, quinta-feira, 27 de Novembro de 2014

  • 29/08/2014
  • 16:50
  • Atualização: 17:09

Santa Maria e Três Passos lembrarão aniversário do menino Bernardo

Memorial em homenagem ao garoto também é planejado no Norte gaúcho

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  • Ananda Müller/Rádio Guaíba

No próximo sábado, dia 6 de setembro, o menino Bernardo Boldrini estaria completando 12 anos. Em homenagem ao garoto que morreu assassinado em abril, missas devem ser celebradas em Três Passos, onde ele vivia, e em Santa Maria, cidade natal da família materna. A avó de Bernardo, Jussara Uglione, luta na Justiça com o pai do garoto – e um dos suspeitos do crime – pelos bens referentes ao patrimônio da filha, vítima de suicídio em 2010. Ela espera usar essa verba para financiar um museu em memória ao menino, para relembrar a história dele e evitar que crimes semelhantes ocorram. Uma família de Três Passos, que tinha o costume de acolher Bernardo, também sustenta a ideia de levantar um memorial em homenagem a Bernardo em uma praça frequentada pelo menino na cidade.

Leia mais sobre o caso Bernardo

Marlon Taborda, advogado de Jussara, deve entrar nos próximos dias com um novo pedido de reabertura do inquérito que investigou a morte da mãe de Bernardo, Odilaine Uglione, ainda em fevereiro de 2010. De acordo com Taborda, os novos vídeos divulgados provaram como era a vida dentro da casa da família Boldrini, reiterando a teoria de que Odilaine não cometeu suicídio, mas foi assassinada pelo casal Graciele Ugulini e Leandro Boldrini. Nos vídeos, Graciele, madrasta de Bernardo, dispara frases como “tu vai pra baixo da terra (sic)” e “tu vai ter o mesmo destino da tua mãe (sic)”.

Relembre o caso

Bernardo, de 11 anos, desapareceu em 4 de abril, em Três Passos, e teve o corpo encontrado na noite do dia 14, em Frederico Westphalen, dentro de um saco plástico e enterrado às margens de um rio. Edelvânia Wirganovicz, amiga da madrasta Graciele Ugulini, admitiu o crime e apontou o local onde a criança foi enterrada.

O pai do menino, Leandro Boldrini, a madrasta, Graciele Ugulini, e os irmãos Edelvânia e Evandro Wirganovicz foram denunciados pelo Ministério Público por homicídio triplamente qualificado, ocultação de cadáver e falsidade ideológica.

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