Porto Alegre, sábado, 1 de Novembro de 2014

  • 29/08/2014
  • 18:35
  • Atualização: 19:33

Escola de Novo Hamburgo espera há seis meses por reforma

Comunidade escolar planeja um protesto para este sábado

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  • Stephany Sander / Correio do Povo

Neste domingo, 31 de agosto, completa seis meses desde que os alunos da Escola Estadual de Ensino Fundamental Frederica Schütz Pacheco, em Novo Hamburgo, aguardam por melhorias no prédio da instituição. Para marcar a data, uma manifestação ocorrerá na manhã deste sábado na praça em frente a escola, que abriga 435 alunos, no bairro Ouro Branco.

Castigada pelo forte temporal que atingiu o Vale do Sinos em 31 de janeiro, a instituição teve o segundo andar de seu prédio interditado devido aos buracos no telhado e danos na rede elétrica. Segundo a vice-diretora Andréia Luciana Pereira, os alunos nunca deixaram de ter aulas em razão de uma medida paliativa, que acabou sendo estendida devido a demora na reforma do imóvel. “O ano letivo começou no dia 24 de fevereiro e, no que acreditei que seria uma medida emergencial, transferimos os 170 alunos, do 1º ao 5º ano para um espaço improvisado, disponibilizado pelo Sindilojas (Sindicato dos Lojistas de Novo Hamburgo). O Estado alugou o Centro de Eventos da entidade e é lá que os alunos assistem as aulas desde então”, explica. O valor gasto com o aluguel do espaço é de R$ 5 mil por mês. O local é limpo, bem iluminado e conta com ar-condicionado, informa Andréia, no entanto, a falta de espaço e a distância do restante dos alunos prejudica o andamento das aulas. “São 25 alunos, por turma, para um espaço de 10 metros quadrados. Por melhor que seja o espaço, os próprios alunos reclamam, eles querem interagir com os outros colegas e voltar a rotina que estavam acostumados”, afirma a vice-diretora.

Ana Júlia Guinter é mãe de Eduardo, aluno do 1º ano, e Isabela, que estuda no 5º ano, ela relata a dificuldade em buscar os filhos, já que, agora,  estudam em prédios diferentes. “A sede do Sindilojas fica uma rua abaixo da escola, não é longe, mas é perigoso deixar um dos dois sozinhos para ir buscar o outro. Antes os dois me esperavam juntos o que me passava mais segurança”, afirma. A vice-diretora lembra que com a mudança de espaço, a merenda dos alunos também precisou ser adaptada, devido ao transporte dos alimentos. “Estávamos fazendo sanduíches e bolos, mas as crianças precisam de uma alimentação melhor então, através de um acordo com Sindilojas e o Estado, decidimos ocupar a cozinha da entidade e preparar as refeições adequadamente. A partir dessa semana isso passará a ser realizado”, salienta. Andréia destaca que a equipe profissional da escola também precisou ser readequada. "São duas pedagogas e duas coordenadoras educacionais, já que na prática, atendemos em duas escolas."

A 2ª Coordenadoria Regional de Educação informou que a obra já foi licitada, com investimento de R$ 132 mil, que incluem a reforma das telhas, forro, calhas e sanitários. As obras no entanto, devem começar apenas após o período eleitoral.

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