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30/08/2014 12:51 - Atualizado em 30/08/2014 13:08

Premiê de Lesoto denuncia golpe, mas exército nega

Militares alegaram que apenas desarmaram a polícia local

Porta-voz do exército descarta que o golpe tenha ocorrido<br /><b>Crédito: </b> Stringer / AFP / CP
Porta-voz do exército descarta que o golpe tenha ocorrido
Crédito: Stringer / AFP / CP
Porta-voz do exército descarta que o golpe tenha ocorrido
Crédito: Stringer / AFP / CP

Apesar do primeiro-ministro de Lesoto, Tom Thabane, ter denunciado um golpe de Estado no país, o exército negou neste sábado ter tomado o poder, em declarações de um porta-voz a uma rede de televisão sul-africana. O porta-voz dos militares, major Ntele Ntoi, explicou que apenas desarmou a polícia porque ela se preparava para armar alguns partidos políticos.

De acordo Thabane, o exército teria tomado o controle do quartel-general da polícia e interferido nas emissões radiofônicas do país, caracterizando um golpe de Estado. "Fui afastado do poder não pelo povo, mas pelas forças armadas, e isso é ilegal", declarou à rede BBC, acrescentando que fugiu para a África do Sul temendo pela sua vida.

À rede sul-africana ANN7, Ntele Ntoi, descartou o golpe. “Não houve, nem nunca haverá um golpe em Lesoto realizado pelos militares". Segundo ele, o exército se lançou em uma operação para desarmar a polícia que, segundo informações reunidas por seus serviços, preparava-se para armar alguns partidos políticos em Lesoto.

“Para evitar um banho de sangue, a liderança das Forças Armadas de Lesoto tomou de forma deliberada a decisão de fazer o exército intervir, em particular em duas delegacias de polícia da capital, Maseru. Todas as armas armazenadas foram confiscadas. Os militares voltaram aos quartéis e tudo está bem em Lesoto neste momento”, explicou o porta-voz.

Um fotógrafo que trabalha para a AFP confirmou ter escutado disparos no início da manhã e afirmou que soldados em maior número que de costume patrulhavam a cidade naquela hora. A situação do Lesoto é seguida de perto pela África do Sul, que o cerca completamente e precisa da água e da eletricidade produzida em suas montanhas.

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Fonte: AFP






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