Porto Alegre, terça-feira, 21 de Outubro de 2014

  • 30/08/2014
  • 18:31
  • Atualização: 18:49

Advogado deixa a defesa do pai de Bernardo

Jader Marques informou que teve "divergências técnicas" com Leandro Boldrini

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  • Correio do Povo

O advogado Jader Marques anunciou, neste sábado, que deixou de representar o médico Leandro Boldrini em sua defesa no processo pela morte do menino Bernardo Boldrini. Em breve nota oficial, ele informou que ocorreram divergências com o ex-cliente sobre a condução da sua defesa técnica.

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"Recebo com naturalidade a revogação dos poderes para atuar em nome deste nos procedimentos em que é parte. Reafirmo minha crença na inocência de Leandro a quem desejo sorte", destacou o representante jurídico. Conforme Marques, um novo defensor deverá ser anunciado na segunda-feira.

A próxima audiência do caso do menino Bernardo Boldrini está marcada para o dia 8, quando serão ouvidas as sete testemunhas de acusação que não puderam ser ouvidas nessa terça-feira. Em outra sessão - ainda sem data agendada - serão ouvidas 22 testemunhas de defesa.

Outros 44 depoentes, que residem fora da comarca de Três Passos, vão depor por meio de carta precatória. Após o período de audiências de instrução - além das testemunhas, serão intimados os peritos e os réus -, o juiz definirá a data do julgamento e de que forma ele ocorrerá.

Nessa terça-feira, na saída do fórum, a promotora Sílvia Jappe fez sua primeira manifestação sobre o caso Bernardo. Ela afirmou que as provas dos vídeos apresentados pelas delegada Caroline Bamberg apenas reforçam o que a acusação acredita. "Pelo andar da audiência, ainda resta muito tempo para ouvir e deverá levar muito tempo o julgamento”, disse a promotora, que prevê que a conclusão do julgamento não ocorra em 2014.

Relembre o caso

Bernardo Boldrini, de 11 anos, desapareceu em 4 de abril e foi encontrado morto dez dias depois enterrado em um buraco de uma propriedade rural no interior de Frederico Westphalen. São acusados da morte do garoto o pai, o médico Leandro Boldrini, a madrasta, Graciele Ugulini, e os irmãos Edelvania e Evandro Wirganovickz. De acordo com a investigação, Graciele disse ao garoto que a intenção era ir até o município vizinho para comprar um televisor. Lá, com a ajuda de Edelvânia, o menino foi dopado e recebeu a aplicação de uma injeção letal com o tranquilizante Midazolan. Depois, ele foi enterrado enrolado em um saco plástico e teve soda jogada sobre o corpo, para acelerar a decomposição. O irmão de Edelvânia é suspeito de ter auxiliado a abrir o buraco onde ele foi encontrado.


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