Porto Alegre, sexta-feira, 28 de Novembro de 2014

  • 02/09/2014
  • 14:01
  • Atualização: 14:03

Dilma diz estar preocupada com programa de governo de Marina Silva

Presidente participou de caminhada ao lado de Lula em São Bernardo do Campo

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A presidente e candidata à reeleição Dilma Rousseff (PT) disse nesta terça ter ficado "muito preocupada" com as propostas econômicas de sua adversária, Marina Silva (PSB). "Ela reduz a pó a política industrial", disse a presidente antes de participar de uma caminhada em São Bernardo do Campo, ao lado do ex-presidente Luiz Inácio lula da Silva.

Segundo Dilma, o programa de Marina "tira o poder dos bancos públicos de participar do financiamento da indústria e da agricultura". A presidente falou ainda que seu governo tem "todo empenho" com a indústria. "Financiamos com juros menores o programa de sustentação do investimento, que é fundamentalmente um programa de compra de bens de capital", afirmou.

Dilma disse também que Marina é contra a política de conteúdo local "tanto para a indústria automobilística como para a indústria do petróleo". "No caso da indústria automobilística, o que (Marina) se propõe é o fim do Inovar Auto (o Programa de Incentivo à Renovação Tecnológica que visa ampliar a competitividade da indústria automotiva nacional com a atração de investimentos) , que trouxe para o Brasil 12 grandes empresas", falou. A presidente afirmou que também se preocupa com as propostas de acabar com o papel de financiamento do BNDES.

"Fico preocupada quando querem acabar com o papel do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Sabe por que indústria e agricultura procuram o BNDES? Porque o BNDES oferece prazo mais longo e juros mais baixos e uma política industrial específica de apoio para aqueles setores que são importantes para a economia brasileira porque geram emprego", disse.

Dilma fez questão de reforçar que a condução de sua política econômica, que tem sido atacada por adversários, é reflexo de menos dias úteis, a seca e ainda a crise internacional. "Tenho certeza de que o segundo semestre será melhor", disse. A presidente também fez questão de provocar o governo de São Paulo, comandado pelo tucano Geraldo Alckmin. Ela lembrou a recente inauguração do monotrilho e disse que a obra não seria possível sem aportes federais. Segundo Dilma, graças a condições como as do BNDES "é que é feita a viabilidade do monotrilho e Rodoanel. "  

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