Porto Alegre, domingo, 23 de Novembro de 2014

  • 03/09/2014
  • 08:29
  • Atualização: 08:38

EUA não se deixarão intimidar pelos jihadistas, afirma Obama

Presidente americano admitiu que neutralizar grupo terrorista "vai levar tempo"

Presidente americano admitiu que neutralizar grupo terrorista vai levar tempo | Foto: Saul Loeb / AFP / CP

Presidente americano admitiu que neutralizar grupo terrorista vai levar tempo | Foto: Saul Loeb / AFP / CP

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  • Agência Brasil

O presidente norte-americano, Barack Obama, declarou nesta quarta-feira que os Estados Unidos "não vão se deixar intimidar" pela execução do jornalista Steven Sotloff, momentos depois de a Casa Branca ter confirmado a autenticidade do vídeo.

Em entrevista, Obama acrescentou que neutralizar o grupo terrorista Estado Islâmico (EI) "vai levar tempo", mas que o objetivo é que o EI "deixe de ser uma ameaça" à região. Antes, a porta-voz do Conselho de Segurança Nacional, Caitlin Hayden, tinha anunciado que "os serviços de informações norte-americanos analisaram o vídeo divulgado [na terça-feira], no qual se vê o cidadão norte-americano Steven Sotloff, e consideraram que ele é autêntico".

Catorze dias após a decapitação do jornalista norte-americano James Foley, o EI executou Steven Sotloff, sequestrado em agosto do ano passado na Síria, de acordo com um vídeo divulgado pelo Grupo de Vigilância de Sites Fundamentalistas Islâmicos. As imagens suscitaram uma onda de indignação mundial. Obama, que qualificou o EI "de câncer", determinou nessa terça-feira o envio de 350 soldados para Bagdá, a fim de proteger funcionários e instalações diplomáticas. Esse contingente junta-se aos 470 soldados já destacados desde o início da ofensiva jihadista, em junho.

Desde 9 de junho, o EI conquistou áreas do território ao norte, a oeste e leste de Bagdá, perante a retirada das Forças Armadas iraquianas. Fortalecido pelo êxito militar no Iraque e na Síria, o movimento proclamou a criação de um "califado" entre os dois países, nas zonas que controla e nas quais é acusado de perseguir as minorias, de realizar execuções sumárias e violações.

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