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03/09/2014 14:50 - Atualizado em 03/09/2014 15:13

Ucrânia rejeita plano de Putin para conflito na região

Premiê Arseni Yatseniuk disse que é proposta é "cortina de fumaça" para evitar sanções

O primeiro-ministro ucraniano Arseni Yatseniuk rejeitou nesta quarta o plano apresentado pelo presidente russo Vladimir Putin como solução para o conflito no leste da Ucrânia. "É uma cortina de fumaça tentativa de escapar de inevitáveis decisões da União Europeia para novas sanções contra a Rússia", declarou em um comunicado. 

As palavras ecoam os projetos da Otan de adotar, durante uma cúpula na quinta e sexta-feira no País de Gales, um plano de reatividade (Readiness action plan, RAP), em resposta à atitude da Rússia na crise ucraniana, visto como uma ameaça direta por alguns membros (Estados Bálticos, Polônia, Romênia, Bulgária). O chefe do governo ucraniano acrescentou que "todos os acordos anteriores com a Rússia, em Genebra, na Normandia, em Berlim e em Minsk foram simplesmente ignorados ou violados pelo regime russo".

"O melhor plano para acabar com a guerra da Rússia contra a Ucrânia se resume a um único ponto: que a Rússia retire do território ucraniano seu exército regular, seus mercenários e terroristas. Assim haverá paz na Ucrânia", declarou o primeiro-ministro.

Plano de Putin

Vladimir Putin apresentou nesta quarta-feira um plano para resolver o conflito, dizendo esperar um "acordo final" entre os rebeldes pró-russos e Kiev até sexta-feira. De acordo com o presidente da Rússia, o plano deve primeiro "pôr fim às operações ofensivas" em Donetsk e Lugansk (leste). Putin também propôs a retirada das Forças Armadas da Ucrânia a uma distância suficiente para excluir a artilharia em localidades dentro da zona de conflito, o estabelecimento de um controle internacional da implementação de um cessar-fogo futuro e a renúncia ao uso da Força Aérea contra civis.

Os demais pontos do plano incluem uma troca de prisioneiros de guerra "sem condições prévias", a abertura de corredores humanitários para os refugiados e a prestação de assistência humanitária no leste da Ucrânia, bem como o envio de equipes para reconstruir a infra-estrutura destruída durante o conflito.

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Fonte: AFP






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