Porto Alegre, sábado, 20 de Dezembro de 2014

  • 03/09/2014
  • 19:54

Bioquímico que matou esposa e filho vai a júri popular

Crime ocorreu em 2012, na zona Sul de Porto Alegre

  • Comentários
  • Rádio Guaíba

O juiz Maurício Ramires, da 1ª Vara do Júri da Capital, determinou nesta quarta-feira que o bioquímico Ênio Luiz Carnetti, acusado de matar a esposa e o filho, na zona Sul da Capital, em 2012, vá a júri popular. Ele vai responder por homicídio qualificado contra Márcia Cambraia Calixto Carnetti e o menino Matheus Calixto Carnetti. Ênio também teve a prisão preventiva mantida. Ainda não há definição de data para o julgamento.

De acordo com a denúncia oferecida pelo Ministério Público, na madrugada de 25 de julho de 2012, o bioquímico aproveitou-se do fato de que as vítimas dormiam para matar a mulher e o filho a facadas. Os crimes foram praticados por motivo torpe, decorrente de sentimento de posse e de vingança em relação a Márcia. No local do crime, foram encontrados e apreendidos bilhetes escritos por Ênio, confessando os crimes e dizendo ter acabado com a família “para ninguém sofrer”.

Na audiência de fase policial e judicial o réu usou o direito de permanecer em silêncio, não apresentando, assim, a defesa pessoal. Segundo o processo, porém, ele reconheceu a autoria dos crimes quando narrou o histórico dos acontecimentos para o perito na realização do laudo de insanidade mental.

Já as testemunhas de acusação e defesa descreveram o réu como um homem fechado para o convívio social, trabalhador e afetuoso com a esposa e o filho. Relataram, ainda, que nos últimos tempos Ênio passou a sentir ciúme de Márcia, que havia esboçado vontade de se separar. Inconformado, Ênio a ameaçou de morte.

O bioquímico, segundo uma testemunha, já tinha sinais de abalo psicológico e havia procurado ajuda com um profissional da área, além de tomar antidepressivos, em razão da perda do emprego no laboratório da Ulbra e do falecimento da mãe.

O juiz Maurício Ramires definiu que a autoria dos homicídios ficou comprovada, não só pela necropsia, como pelo laudo pericial do local do crime e da pesquisa de sangue humano e DNA (roupas encontradas no local).

Bookmark and Share


TAGS » Polícia