Porto Alegre, terça-feira, 25 de Novembro de 2014

  • 05/09/2014
  • 07:43
  • Atualização: 07:48

Uma em cada 10 meninas no mundo sofre abusos sexuais

Relatório da ONU apontou que um quinto dos assassinatos são de crianças ou adolescentes

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  • AFP

Cerca de 120 milhões de meninas no mundo, quase uma em cada dez, foi estuprada ou vítima de abusos sexuais antes de completar 20 anos, revelou um novo estudo da ONU, que também estabelece que o homicídio é a principal causa
de morte de jovens da América Latina.

A agência de defesa dos direitos da infância da ONU, Unicef, afirmou em um estudo sobre violência contra as crianças ao redor do mundo que um quinto do total de vítimas de assassinatos são crianças ou adolescentes menores de 20 anos.Em países latino-americanos como Venezuela, Colômbia, Panamá ou Brasil, a principal causa de morte de jovens de 10 a 19 anos é o homicídio, indica o relatório, intitulado "Ocultos em plena luz". 

Este é o maior estudo realizado até agora sobre violência contra menores, e inclui dados de 190 países, segundo a agência. "Estes são fatos incômodos que nenhum governo ou pai quer ver", disse o diretor-executivo da Unicef, Anthony Lake. "Mas a não ser que enfrentemos a realidade que cada estatística irritante representa (...) nunca mudaremos a mentalidade de que a violência contra as crianças é normal e permitida. Não é nenhuma das duas coisas", afirmou.

Outros abusos registrados são a perseguição, que regularmente afeta mais de uma em cada três crianças escolarizadas de entre 13 e 15 anos de todo o mundo. No que se refere à violência para impor a disciplina, o estudo descobriu que cerca de 17% dos jovens de 58 países eram alvos de duras formas de castigo físico, entre elas tapas na cabeça, na orelha ou no rosto, ou espancamentos constantes.

O relatório da ONU também aborda a mentalidade através da qual tal violência é perpetuada e justificada. A Unicef recomenda seis estratégias para evitar a violência contra as crianças, como "apoiar os pais e fornecer às crianças habilidades para a vida; mudar atitudes; reforçar os sistemas e serviços judiciais, criminais e sociais; e gerar exemplos e consciência sobre a violência e seus custos humanos e sócio-econômicos, com o objetivo de mudar atitudes e normas".

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