Porto Alegre, segunda-feira, 22 de Dezembro de 2014

  • 05/09/2014
  • 11:15
  • Atualização: 11:31

Autor de massacre na Noruega quer criar partido fascista

Anders Breivik realizou atentado que vitimou 77 pessoas em 2011

Anders Breivik realizou atentado que vitimou 77 pessoas em 2011 | Foto: Odd  Andersen/ AFP/ CP

Anders Breivik realizou atentado que vitimou 77 pessoas em 2011 | Foto: Odd Andersen/ AFP/ CP

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  • AFP

O assassino norueguês Anders Behring Breivik, autor do massacre de 77 pessoas em 2011 na Noruega, quer criar um partido político fascista para transferir seu combate ao sistema democrático. Em carta enviada à imprensa, o extremista lança um ultimato ao Ministério norueguês da Justiça para que retire os obstáculos que, segundo ele, foram colocados deliberadamente para impedi-lo de fundar o Partido Fascista Norueguês (NFP) e a Liga Nórdica (NL).

Breivik matou 77 pessoas no dia 22 de julho de 2011 em nome da luta contra o multiculturalismo e a invasão muçulmana, ao detonar uma bomba perto da sede do Governo em Oslo e abrir fogo posteriormente em um encontro de jovens trabalhistas na ilha de Utoya. 

O condenado afirma que se converteu à causa democrática e quer criar um partido para defender sua ideologia sem precisar recorrer à violência. "Como ex-militante, meu coração chora pela barbárie que cometi no dia 22 de julho", escreveu na carta redigida na prisão onde cumpre uma pena de 21 anos que pode ser prolongada. "O objetivo do NFP e da NL é que isso não se repita", defende na carta, assinada como "Anders Behring Breivik, candidato à deputação do NFP e da NL".

Os presos na Noruega conservam todos os seus direitos civis, independentemente da pena que cumpram. Mas Breivik afirma que as autoridades penitenciárias dificultam o exercício de seus direitos, ao confiscar as cartas destinadas a recolher as assinaturas necessárias para registrar seu partido. 

As autoridades carcerárias o desmentem e explicam que censuram as cartas dos presos suscetíveis de incitar crimes, em conformidade com seu mandato. "Não é de forma alguma uma tentativa deliberada de impedir que ele crie um partido", explicou Karl Hillesland, diretor interino da prisão de Skien, na qual Breivik cumpre pena.  "Mas temos um marco regulamentar que tentamos colocar em prática".


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