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Porto Alegre, segunda-feira, 21 de Agosto de 2017

  • 18/04/2017
  • 09:10
  • Atualização: 09:19

Prévia da inflação para 2017 se mantém em 4,1%, aponta BC

Para 2018, expectativa é de que IPCA fique em 4,5%

Previsão de aumento dos preços geridos pelo poder público em 2017 é de 6,3% | Foto: Marcos Santos / USP Imagens / Divulgação / CP

Previsão de aumento dos preços geridos pelo poder público em 2017 é de 6,3% | Foto: Marcos Santos / USP Imagens / Divulgação / CP

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  • AE

O Banco Central (BC) manteve as projeções para a inflação no cenário de mercado na ata da mais recente reunião do Comitê de Política Monetária (Copom). De acordo com o documento, divulgado nesta terça-feira, a previsão para o IPCA em 2017 manteve-se em 4,1%, igual estimativa feita no Relatório Trimestral de Inflação (RTI) divulgado no fim de março. O documento não trouxe as previsões no chamado "cenário de referência" que prevê a inflação com juros e câmbio estável.

Para 2018, o quadro também não foi alterado e a estimativa do BC indica inflação ao redor de 4,5%, mesmo cenário indicado no Relatório de Inflação do primeiro trimestre. Essa estimativa foi construída com base na trajetória esperada para juros e câmbio que consta na pesquisa Focus: dólar a R$ 3,23 no fim de 2017 e a R$ 3,37 no fim de 2018 com juro básico de 8,50% ao ano no fim dos dois anos.

Apesar da projeção estável para a inflação no cenário de mercado, a ata divulgada mostra expectativa de alta mais acentuada dos preços administrados neste ano. De acordo com o documento, a previsão de aumento dos preços geridos pelo poder público em 2017 é de 6,3%, ante expectativa de 5,9% publicada no Relatório de Inflação. Para 2018, foi mantida expectativa de aumento de 5,4% para esse conjunto de preços.

A ata divulgada na manhã desta terça-feira traz a argumentação para o corte de 1 ponto porcentual no juro básico da economia anunciado na semana passada pelo BC, quando a taxa Selic caiu para 11,25%, sem viés.

O Copom repetiu a avaliação de que o ritmo mais forte de corte de juro anunciado na semana passada é "adequado" no momento. Na ata, o Banco Central (BC) repete também que a extensão do ciclo de flexibilização monetária "dependerá das estimativas da taxa de juros estrutural da economia brasileira".

No parágrafo 26 do documento, os diretores do BC repetem a avaliação já divulgada no comunicado da reunião do Copom na semana passada sobre a chamada "intensificação moderada" da velocidade de corte do juro. "Essa intensificação moderada em relação ao ritmo das reuniões de janeiro e fevereiro mostra-se, no momento, adequada", citam os diretores. Na semana passada, a taxa Selic caiu 1 ponto porcentual, para 11,25%, em ritmo de queda mais acentuado que o visto na decisão anterior.

"O Comitê entende que a convergência da inflação para a meta de 4,5% no horizonte relevante para a condução da política monetária, que inclui os anos-calendário de 2017 e, com peso gradualmente crescente, de 2018, é compatível com o processo de flexibilização monetária", citam os membros do Copom, ao repetir argumentação já usada pela casa.

No parágrafo 27, o colegiado repete a afirmação de que a extensão do atual ciclo de queda dos juros dependerá das estimativas da taxa estrutural da economia brasileira - patamar do juro que não gera inflação nem contrai a atividade. O chamado juro neutro continuará a ser reavaliado pelo Comitê ao longo do tempo, cita o Copom.

Além do juro estrutural, o BC nota que o ciclo de queda do juro também dependerá "da evolução da atividade econômica, dos demais fatores de risco e das projeções e expectativas de inflação".