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Porto Alegre, segunda-feira, 26 de Junho de 2017

  • 18/04/2017
  • 10:32
  • Atualização: 12:41

FMI projeta crescimento fraco para o Brasil em 2017 e 2018

Expectativa é de que expansão econômica seja de 0,2% neste ano e de 1,7% no próximo

De acordo com fundo, crise fiscal continua se aprofundando em alguns estados | Foto: Twitter / Divulgação / CP

De acordo com fundo, crise fiscal continua se aprofundando em alguns estados | Foto: Twitter / Divulgação / CP

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  • AFP

O Fundo Monetário Internacional (FMI) projetou nesta terça-feira que o Brasil terá uma mínima expansão econômica de 0,2% em 2017 e crescerá 1,7% no ano seguinte, enquanto o país ainda luta para superar a pior recessão de sua história. A estimativa para 2017 foi mantida sem alteração em relação a janeiro, enquanto que a 2018, que era de 1,5%, foi um pouco melhor.

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Em março, o governo brasileiro reduziu em 0,5% sua previsão de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), de 1% anterior, mas subiu sua estimativa para 2018: 2,5%. "O ritmo de contração diminuiu, mas o investimento e o produto ainda não atingiram seu pior nível no final de 2016, enquanto que em alguns estados a crise fiscal continua se aprofundando", explicou o fundo em um comunicado.

O Produto Interno Bruto (PIB) se contraiu 3,6% em 2016, depois de ter retrocedido 3,8% em 2015. Tratam-se dos piores resultados desde o início da série histórica em 1948, com uma perda de 7,2% em dois anos. Entre 1929 e 1933, durante a Grande Depressão, a contração foi de 5,3%. "As perspectivas macroeconômicas do Brasil estão dependendo da implementação de ambiciosas reformas estruturais de caráter econômico e fiscal", apontou o FMI.

De acordo com o organismo, essas medidas servirão não só para "restabelecer e melhorar o nível de vida após a profunda recessão, como também para facilitar a consolidação fiscal". Com os preços em queda, o Banco Central do Brasil iniciou em outubro do ano passado um ciclo de cortes da taxa básica de juros, de 14,25% para 11,25%.

O FMI afirma em seu relatório que a desaceleração da inflação "continua surpreendendo" e "acentua as perspectivas de aceleração da expansão monetária". Mas o país continua em uma zona de turbulência política, uma má notícia para o programa de ajustes.

América Latina

O FMI revisou em baixa a sua previsão de crescimento na América Latina e Caribe em 2017, ante uma recuperação menos vigorosa do que esperada em razão das incertezas persistentes e a estagnação das matérias-primas.

Em seu último Panorama Econômico Mundial, o FMI reduziu sua expectativa para a região em 0,1 ponto percentual, a 1,1%, em relação à previsão de janeiro deste ano. Para 2018, o FMI prevê um crescimento de 2%, também com redução de 0,1 ponto percentual sobre janeiro.

De acordo com o documento, as economias latino-americanas vão experimentar uma "recuperação mais fraca do que a esperada" e encaram 2017 expostas a riscos que minam sua capacidade de crescimento. Nos últimos anos, as economias sul-americanas beneficiaram, de maneira geral, de um forte crescimento das exportações de matérias-primas, enquanto que as da América Central e México aproveitaram do dinamismo americano.

No entanto, Maurice Obstfeld, diretor do Departamento de Pesquisas do FMI, aponta que "os preços das commodities se estabilizaram desde o início de 2016, mas em um nível baixo". Ao mesmo tempo, as economias da América Central e México são afetadas pelas incertezas quanto ao futuro das relações comerciais com os Estados Unidos.

Para o FMI, a maior economia da América Latina, o Brasil, deve fechar este ano com um crescimento tímido de 0,2%, uma previsão inalterada em relação ao que expressou em janeiro. Enquanto isso, para o FMI, a Venezuela vai fechar o ano com uma queda de -7,4%.



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