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Porto Alegre, sexta-feira, 26 de Maio de 2017

  • 19/05/2017
  • 11:37
  • Atualização: 16:36

FMI acompanha situação no Brasil, mas mantém previsão "por enquanto"

Há um mês diretora-geral havia afirmado que economia do país fez a "curva" depois da recessão

FMI manteve a previsão sobre a economia brasileira | Foto: Daniel Sorabji / AFP / CP

FMI manteve a previsão sobre a economia brasileira | Foto: Daniel Sorabji / AFP / CP

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  • AFP

O Fundo Monetário Internacional (FMI) anunciou nesta sexta-feira que mantém "por enquanto" sua previsão de crescimento de 0,2% este ano no Brasil, mas acompanha de perto a aguda instabilidade política no país. Acusado por denúncias de corrupção, o presidente Michel Temer assegurou na quinta-feira que não irá renunciar, mas as declarações sacudiram a economia. A Bolsa de São Paulo teve que interromper temporariamente suas operações ao cair mais de 10% nessa quinta.

Em um relatório publicado nesta sexta-feira em Washington, o Departamento para o Hemisfério Ocidental do FMI manteve a previsão de 0,2% para o PIB brasileiro neste ano, que já havia expressado em abril. No entanto, o diretor deste departamento, Alejandro Werner, disse em uma coletiva em São Paulo que é "muito cedo para avaliar as consequências de eventos que ainda estão se desenrolando".

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Werner assinalou que a "volatilidade aumentou na quinta-feira (quinta-feira) em resposta aos recentes eventos", fazendo referência à incerteza sobre a continuidade de Temer à frente do governo e a renúncia de um seus ministros.

"Estaremos acompanhando de perto a situação nas próximas semanas para avaliar se precisaremos alterar nossa projeção. Por enquanto mantemos a previsão" de crescimento, expressou o economista.

Há apenas um mês, durante a reunião anual do FMI e do Banco Mundial em Washington, a diretora-geral Christine Lagarde expressou a impressão de que a maior economia da América Latina parecia ter "feito a curva" depois de dois anos de recessão. O Brasil viveu um forte retrocesso de 3,8% de seu Produto Interno Bruto (PIB) em 2015 e em 2016 a queda foi de 3,6%, em uma sequência que representa os piores resultados da série histórica iniciada em 1948.