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Porto Alegre, quinta-feira, 17 de Agosto de 2017

  • 09/08/2017
  • 13:24
  • Atualização: 13:34

Participação do BNDES no comércio exterior está decrescente, diz Rabello

Resultado teria haver em parte com efeito das investigações da Operação Lava Jato, que atingiu empreiteiras

Resultado teria haver em parte com efeito das investigações da Operação Lava Jato, que atingiu empreiteiras | Foto: Wilson Dias / Agência Brasil / CP

Resultado teria haver em parte com efeito das investigações da Operação Lava Jato, que atingiu empreiteiras | Foto: Wilson Dias / Agência Brasil / CP

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O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Paulo Rabello de Castro, afirmou nesta quarta-feira, que a participação da instituição de fomento no comércio exterior está decrescente, em parte como efeito das investigações da Operação Lava Jato, que atingiu as empreiteiras exportadoras de serviços.

"A participação do BNDES dentro do comércio exterior está decrescente, minguando e quase indo a zero", afirmou Rabello, em discurso na abertura do Encontro Nacional de Comércio Exterior (Enaex 2017), organizado pela Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), no Rio.

Rabello não citou números, mas destacou que o resultado superavitário da balança comercial brasileira, que deverá registrar o maior superávit da história neste ano, conforme projeções da AEB, é fruto "da maior recessão de todos os tempos". Segundo Rabello, a maior vítima da recessão e do superávit comercial com queda na corrente de comércio é a indústria.

"A principal vítima é a indústria brasileira, principalmente a de serviços, que sofre uma dupla morte, causada também pelos malfeitos da Lava Jato", disse Rabello. "Acabaram por jogar o bebê fora junto com a água suja do banho. Temos empresas sem cadastro, sem projetos, expulsas de alguns países", completou o presidente do BNDES.

Segundo Rabello, o BNDES está trabalhando para resolver problemas relacionados à Lava Jato e à exportação de serviços, "contra tudo e contra todos". "O Brasil não pode esperar que a toga resolva a questão judicial enquanto falece, fenece o Brasil produtivo", disse o presidente do banco de fomento.

Rabello destacou que a recessão acabou, mas o Brasil "não está bem". "Precisamos assumir o que não fazemos certo e partir para o conserto", disse o presidente do BNDES. "E o conserto começa na máquina pública brasileira", completou.