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  • 17/04/2017
  • 19:38
  • Atualização: 19:48

Manutenção da Escola Maria Thereza da Silveira segue indefinida em Porto Alegre

Instituição tem padrão de ensino elevado, mas foi impedida de realizar matrículas para novos alunos

Indefinida manutenção da Escola Maria Thereza da Silveira em Porto Alegre | Foto: Mauro Schaefer

Indefinida manutenção da Escola Maria Thereza da Silveira em Porto Alegre | Foto: Mauro Schaefer

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  • Jézica Bruno

A manutenção da Escola Estadual Maria Thereza da Silveira, em Porto Alegre, ainda não está definida. O secretário estadual de Educação, Luís Antônio Alcoba, prometeu nesta segunda-feira, em audiência pública realizada na Assembleia Legislativa, levar o debate ao governo para tentar encontrar uma solução ao assunto, que já se estende desde antes de 2004. A instituição de ensino está localizada em uma área nobre da cidade, entre os bairros Bela Vista e Mont Serrat, de propriedade do Ipergs, o que motivou o Ministério Público a ingressar com uma ação na Justiça, alegando perdas de recurso, já que não há cobrança de aluguel.

A escola tem padrão de ensino elevado, salas de aula e dependências bem distribuídas, inclusive com ar-condicionado em todas as oito salas, mas foi impedida de realizar matrículas para novos alunos e de abrir turmas para o primeiro ano, em vista de um acordo, assinado pelo governo do Estado e o Ipergs, que prevê o fechamento da escola até o final deste ano. No entanto, antes do acordo ser assinado, a área foi transferida pela presidência do Ipergs para a escola.

Alcoba reconheceu que a escola tem qualidade de ensino e afirmou que a comunidade escolar deve permanecer tranquila, porque existem outras escolas no entorno da instituição com possibilidade de atender a demanda de alunos. “O nosso olhar enquanto Secretaria de Educação é de preservar as estruturas que funcionam bem. Queremos ver se há a posssibilidade de encontarmos uma solução”, declarou.

“Vamos estudar as várias sugestões que foram apresentadas para ver o que conseguiremos fazer”, observou em referência ao debate que contou com a manifestação de professores, alunos, ex-alunos e de seus familiares contra o fechamento da instituição. Em relação ao acordo, firmado em 2004, Alcoba disse que não ele foi formalizado. “Essa alternativa pode ser um caminho, mas teríamos que começar de novo”.

A diretora da escola Maria Emilia Provenzano, salientou que a comunidade escolar busca a manutenção da estrutura já existente e não a troca dos alunos de instituição. A Escola Estadual Maria Thereza da Silveira atende atualmente 136 alunos, do segundo ao nono ano, mas possui capacidade para 250 estudantes.