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  • 01/08/2017
  • 08:41
  • Atualização: 09:30

Cortes no orçamento já afetam universidades federais

Contratação docente, serviços, custeios ou auxílio estudantil têm prejuízos, com o atraso de repasses do MEC

Contratação docente, serviços, custeios ou auxílio estudantil têm prejuízos, com o atraso de repasses do MEC | Foto: Carla Ruas / CP Memória

Contratação docente, serviços, custeios ou auxílio estudantil têm prejuízos, com o atraso de repasses do MEC | Foto: Carla Ruas / CP Memória

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  • Correio do Povo

As preocupações das universidades federais do país, especialmente relacionadas à redução de recursos, foram debatidas na reunião da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), inclusive com a participação do Ministério da Educação (MEC), na terça-feira passada, em Brasília.

A secretária executiva do MEC, Maria Helena Guimarães, concordou que a pauta de reivindicações da Andifes é importante, mas admitiu adversidades, pois, mesmo com a autorização de repasse às universidades de 85% de custeio e 60% de capital, até agora o MEC só disponibilizou 60% de custeio e 30% de capital. “Nossa expectativa, em relação ao custeio, é conseguir 95%, neste 2º semestre”, disse.

Entre os problemas urgentes que afetam as Instituições (Ifes), os reitores apontam questões como: a necessidade de suplemen-tação de recursos e de liberação regular dos limites de empenho; a portaria federal 28 (que suspende custeios); e a liberação de pessoal e recursos próprios. A presidente da Andifes, Ângela Paiva Cruz, ressaltou que este debate é fundamental, tendo em vista o ano em curso. E lembrou que existem projetos e metas das universidades em questões acadêmicas, de infraestrutura, aquisição de equipamentos e pessoal.

Na Ufrgs, a diminuição de recursos federais e o crescimento de despesas, principalmente de custeio, já têm repercussões, que tendem a se agravar, como atrasos em contas básicas, como água e luz. Desde 2016, as transferências para cobrir despesas de custeio e capital tiveram queda próxima a R$ 15 milhões. O pró-reitor de Planejamento, Hélio Henkin, explica que se não houver reversão do contingenciamento, a queda de receita orçamentária poderá atingir mais de 25%, em relação ao último ano. Na Unipampa, o pró-reitor de Planejamento, Luís Pereira Júnior, assinala que, com apenas nove anos, a Federal do Pampa ainda não conta com a integralidade de sua infraestrutura.


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