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Porto Alegre, quinta-feira, 14 de Dezembro de 2017

  • 01/08/2017
  • 13:23
  • Atualização: 14:18

Professores estaduais decidem entrar em greve

Paralisação deve durar três dias, até uma nova assembleia na sexta-feira

Categoria lotou a Praça da Matriz | Foto: Guilherme Testa

Categoria lotou a Praça da Matriz | Foto: Guilherme Testa

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  • Correio do Povo

Os professores da rede estadual de ensino decidiram nesta terça-feira entrar em greve contra o parcelamento de salários. A decisão foi votada em uma assembleia geral da categoria realizada na Praça da Matriz, em frente ao Palácio Piratini.

A greve deve durar pelo menos três dias, até a sexta-feira, quando uma nova assembleia será realizada pela categoria. “Nós vamos fazer, após essa nossa decisão, um desafio ao governador (José Ivo) Sartori: abra as contas do governo. Podemos sentar e levar um economista, mas mostre as contas para nós. Prove que não tem dinheiro ou deixe de ser caloteiro, mentiroso, e pague o nosso salário em dia”, afirmou a presidente do Cpers, Helenir Aguiar Schürer.

No início do ato, professores fizeram uma avaliação dos governos do Estado e federal, em que criticaram cortes na Educação e pediram “fora Sartori” e “fora Temer”. “Sem salário não tem trabalho”, informava uma faixa do Cpers. Além da greve, a categoria aprovou também uma pauta de mobilizações, que inclui outras sete ações (veja abaixo).

Confira o vídeo do Cpers com a votação que aprovou a greve:


O que foi aprovado na assembleia do Cpers:

1) Realizar uma greve geral até sexta-feira, quando será realizada uma nova assembleia;

2) Realizar uma audiência pública contra a criminalização dos movimentos sociais;

3) Definir com eixos políticos contra o ajuste fiscal, parcelamento salarial, Lei Kandir, fora Temer e fora Sartori;

4) Unificar a luta com os municipários e participar do ato deles nesta terça-feira, às 16h, no Paço Municipal;

5) Participar do ato do Fórum de Defesa da Previdência, também nesta terça-feira, na Esquina Democrática, às 16h30min;

6) Realizar ações nas câmaras municipais pressionando os vereadores;

7) Montar varal com contracheques expondo os salários dos professores e funcionários, esclarecendo à população o que representam os salários frente ao que é dado de incentivo fiscal e sonegação no Estado;

8) Moção de solidariedade às duas professoras municipais de Canoas colocadas à disposição por defenderem um aluno do quinto ano agredido pela polícia dentro da própria escola.