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Porto Alegre, sexta-feira, 15 de Dezembro de 2017

  • 12/08/2017
  • 11:03
  • Atualização: 13:20

Vento faz Guaíba recuar em Porto Alegre

Extenso banco de areia podia ser visto em vários pontos da orla

Vento faz Guaíba recuar em Porto Alegre | Foto: Guilherme Testa

Vento faz Guaíba recuar em Porto Alegre | Foto: Guilherme Testa

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  • Correio do Povo

Um fenômeno incomum foi registrado na manhã de sábado, em Porto Alegre: o recuo das águas do Guaíba. Ao longo da orla, um extenso banco de areia podia ser visto em vários pontos. No entorno da saída do arroio Dilúvio, entre os parques Marinha do Brasil e Harmonia, por exemplo, podia-se até caminhar em meio ao lodo por cerca de 100 metros a partir da margem. 

Conforme o Sistema Metroclima, da Prefeitura de Porto Alegre, o Guaíba junto ao cais estava na manhã de sexta-feira em 0,62m e durante a noite em 0,42m, chegando na manhã de sábado a 0,42m. O normal histórico de agosto é 0,97m. “Dados das estações mostram vento predominante de Leste-Nordeste com pico de 79 km/h nas últimas 48h, o que gerou a baixa do Guaiba em Porto Alegre”, informou em uma postagem. 

Em toda a Lagoa dos Patos, o recuo das águas provocado pelo vento foi igualmente percebido, como na praia do Laranjal, em Pelotas. A MetSul Meteorologia acompanhou o fenômeno. “Assim como o Nordestão fez recuar o mar no Uruguai, também trouxe o efeito na margem Leste do Guaiba”, postou.

No litoral gaúcho, o mar permanecia agitado. Em Tramandaí, o 1º Batalhão Ambiental da Brigada Militar constatou na manhã de sábado que as ondas estava entre cinco a seis metros de altura, avançando sobre a faixa de areia como na sexta-feira.

Nos iates clubes de Porto Alegre, o fenômeno surpreendeu os proprietários dos barcos ancorados nas marinas. As embarcações ficam muito abaixo da posição normal em relação aos trapiches. No Iate Clube Guaíba, os funcionários tratavam deixar as amarras mais firmes para evitar danos nas embarcações, cujos proprietários apareceram para apurar a situação.

O calado no local costuma ficar em torno de 1,80m, mas na manhã de sábado estava em 0,70m, significando uma redução de 1,10m. Diante do seu veleiro, o corretor de seguros Ricardo Zettermann, 52 anos, disse que era “a primeira vez que via o rio tão baixo assim”. Ele avaliava se houve danos no barco. A professora Adenisia Tavares, 54 anos, também foi conferir, com o esposo, como encontrava-se o veleiro do casal. Ela disse que estava acompanhando na sexta-feira as notícias de fenômeno idêntico ocorrido com maior intensidade no Uruguai. “Comentei com meu marido que provavelmente ocorreria em Rio Grande, mas não achei que seria tão rápido aqui”, comentou, observando que seria impossível sair da marina com a embarcação.

Na sexta-feira passada, o mar recuou vários metros e vários barcos ficaram encalhados no Uruguai. Houve até quem acreditasse que haveria um tsunami, o que foi descartado pelas autoridades. Em Punta Del Este, o mar ficou em torno de dez metros de distância da margem habitual, deixando barcos encalhados na areia. Em Maldonado, o recuo expôs uma quantidade enorme de detritos e restos de construções antigas, como barras de ferro, pedras, madeira, entre outros.

Veja as medições do Guaíba:

• Sexta – Manhã: 0,62 m

• Sexta – Tarde: 0,55 m

• Sexta – Noite: 0,42 m

• Sábado – Manhã: 0,24 m


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