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  • 17/05/2017
  • 14:57
  • Atualização: 15:40

Embaixador brasileiro na Venezuela voltará a Caracas

Nicolás Maduro ordenou congelar vínculos políticos após impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff

Ministro Raul Jungmann disse que embaixador brasileiro na Venezuela voltará por

Ministro Raul Jungmann disse que embaixador brasileiro na Venezuela voltará por "gesto de boa vontade" | Foto: Evaristo Sa / AFP / CP

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O embaixador brasileiro na Venezuela reassumirá o cargo na próxima segunda-feira, após o congelamento das relações bilaterais em agosto de 2016 pelas críticas de Caracas ao impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff. Segundo o ministro brasileiro de Defesa, Raul Jungmann, será um "gesto de boa vontade". "Na próxima segunda feira, o embaixador do Brasil, num gesto de boa vontade do Brasil, estará reassumindo seu lugar na Venezuela.", indicou Jungmann, em referência à profunda crise política, social e econômica pela qual passa o país caribenho. "Você não pode perder nenhuma possibilidade de ajudar na mediação", apontou.

O representante brasileiro em Caracas, Ruy Pereira, tinha sido chamado a consultas no mesmo dia em que o governo venezuelano anunciou a retirada de seu embaixador, e que o presidente Nicolás Maduro ordenou congelar os vínculos políticos e diplomáticos. A reação contra o impeachment, que pôs fim a um ciclo de mais de 13 anos da esquerda brasileira no poder gerou atrito com os governos de Bolívia, Equador e Cuba, os quais se identificam com o ideal socialista.

O longo período que Caracas ficou sem um embaixador brasileiro em seu território foi definido como "uma medida diplomática incomum" por uma fonte do ministério brasileiro de Relações Exteriores. Desde que começaram os protestos contra Maduro no dia 1º de abril, uma espiral de violência se formou, que resultou em 42 mortes e que não dá sinais de que vá chegar ao fim.

O Brasil teve um papel decisivo no processo de suspensão da Venezuela do Mercosul, ao acusá-la de não cumprir seus compromissos comerciais e políticos, dentre eles a causa democrática do bloco. Consultada pela AFP, o consulado brasileiro informou não ter informações sobre o regresso de Pereira a Caracas.