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  • 16/07/2017
  • 08:54
  • Atualização: 08:55

Americano é condenado a 10 anos de prisão por "infiltração" no Irã

Caso surge em momento de tensão entre os dois países, com EUA adotando postura hostil em relação ao Teerã

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  • AFP

Um cidadão americano, acusado de "infiltração", foi condenado a dez anos de prisão, anunciou neste domingo a Justiça iraniana, sem revelar a sua identidade. "Um americano, que também possui uma outra nacionalidade, foi identificado e detido pelos serviços de inteligência", declarou o porta-voz da Justiça, Gholamhossein Mohseni-Ejeie.

"Ele entrou no país para uma missão de infiltração e foi condenado a dez anos de prisão", acrescentou numa coletiva de imprensa transmitida pela televisão estatal. Mohseni-Ejeie também não informou a data da prisão. "Este indivíduo era guiado diretamente pelos americanos" em sua missão, indicou, sem explicar a natureza desta missão. O americano "vai recorrer de sua condenação", afirmou o porta-voz, ressaltando que novos detalhes serão informados "assim que a pena for confirmada".

Dois cidadãos com dupla nacionalidade, iraniana e americana, o empresário Siamak Namazi e seu pai Mohammad Bagher Namazi, foram condenados em outubro de 2016 com outras quatro pessoas a dez anos de prisão por "espionagem" para Washington. Siamak Namazi havia sido detido em outubro de 2015. Seu pai, Bagher, com atualmente 81 anos e que havia trabalhado para o Unicef, foi preso em fevereiro de 2016 quando tentava obter a libertação do seu filho. Os Estados Unidos pediram várias vezes a libertação dos dois homens.

Washington também pede a cooperação de Teerã no caso de Robert Levinson, um ex-agente do FBI desaparecido no Irã desde 2007. Este novo caso surge em um momento de grande tensão com o Irã, enquanto o presidente americano Donald Trump e o Congresso adotaram uma posição hostil em relação a Teerã. O Irã e os Estados Unidos não mantém relações diplomáticas desde 1980.