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Porto Alegre, sexta-feira, 22 de Setembro de 2017

  • 14/07/2017
  • 13:09
  • Atualização: 15:22

BM realiza maior "pente-fino" no Presídio Central dos últimos 22 anos

Foram encontrados 12 celulares, alguns chips e porções de drogas

Material aprendido com os presidiários na revista ao Presídio Central | Foto: Alina Souza

Material aprendido com os presidiários na revista ao Presídio Central | Foto: Alina Souza

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  • Correio do Povo

A Brigada Militar deflagrou ao amanhecer desta sexta-feira a sua maior operação nos últimos 22 anos dentro do Presídio Central de Porto Alegre, que está superlotado, com mais de 4,8 mil presos para apenas 1,9 mil vagas. Cerca de 400 policiais militares do 1º Batalhão de Operações Especiais (1º BOE) e da força-tarefa da BM que controla o estabelecimento penal, foram mobilizados para realizar uma varredura nos pavilhões A e F, onde ocorreu um tumulto na tarde de quinta-feira passada.

Alguns dos integrantes das facções rivais Anti-Bala, do pavilhão A, com 750 detentos em duas galerias, e Bala na Cara, do pavilhão F, com 1.120 apenados em três galerias, provocaram-se à distância com gritos e palavrões seguidos de pedradas. Houve então a necessidade da intervenção enérgica da Brigada Militar que tinha em andamento a tradicional revista de quinta-feira e estava com um efetivo reforçado. “Não houve feridos”, observou.

O tenente-coronel Marcelo Gayer garantiu que as ações serão a partir de agora periódicas. Ele justificou que tem ocorrido um aumento de animosidade entre detentos de grupos rivais. “Não é de praxe deles ficarem se ofendendo”, lembrou, atribuindo o crescimento de atritos e provocações entre os pavilhões ao que acontece com as facções no lado externo.

Tenente-coronel Marcelo Geyer mostra mapa das ações no Presídio Central - Foto: Alina Souza

“É um reflexo da rua”, resumiu, acrescentando que “o manejo da situação é muito complicado e, por isso, a presença da tropa especializada em contenção. O oficial recordou que a conduta da BM com os detentos sempre é pelo diálogo e respeito. O crescimento de arremessos de celulares para dentro da casa prisional também está sendo combatido.

A megaoperação pente-fino não registrou incidentes durante o dia de sexta-feira. As galerias foram esvaziadas, uma de cada vez, sendo os presos levados para os pátios durante a revista nas celas. Até o meio dia haviam sido apreendidos 12 celulares, alguns chips e porções de drogas. No entanto, o tenente-coronel Marcelo Geyer destacou que o principal objetivo da ação foi de acalmar os ânimos e mostrar que os maiores prejudicados serão os próprios detentos em caso de novos incidentes.

O oficial aproveitou para confirmar que serão somente Presídio Central os detentos que vão ocupar todas as 144 vagas recém-abertas da Penitenciária Estadual de Canoas 2 (Pecan 2). O levantamento de quem será transferido já está sendo efetuado pela BM.