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  • 14/07/2017
  • 21:17
  • Atualização: 21:31

Denunciados marido, amante e mais dois por morte de pastora em Montenegro

Maria Marta Kunzler, de 63 anos, foi morta por asfixia no dia 14 de junho

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  • Daiane Vivatti / Rádio Guaíba

A Promotoria de Justiça Criminal de Montenegro denunciou quatro pessoas pelo assassinato da pastora Marta Maria Kunzler da Silva, de 63 anos, no município localizado no Vale do Caí. O marido da vítima, de 38 anos, o amante dele, de 22, e dois amigos da dupla – com idades entre 21 e 31 anos fora acusados de homicídio quintuplamente qualificado. O mais jovem está na Penitenciária Modulada da cidade e o mais velho cumpre prisão domiciliar. 

Conforme a promotora de Justiça Graziela Vieira Lorenzoni, que assinou a ação, o motivo foi considerado torpe, mediante promessa de recompensa, já que o marido prometeu pagar dupla de amigos, que são primos, a quantia de R$ 1 mil. Depois do crime, no entanto, ele acabou entregando apenas R$ 100 aos dois.

Além disso, o Ministério Público entende que o crime foi praticado por meio cruel – asfixia – e utilizando recurso que dificultou a defesa da vítima. Para a promotora, o assassinato de trata de um feminicídio, caracterizado como violência doméstica e familiar, contra pessoa maior de 60 anos.

O crime

O crime ocorreu no dia 14 de junho, por volta das 23h15min, dia do aniversário de Marta. A pastora foi surpreendida ao chegar em casa, após o culto na Igreja do Evangelho Quadrangular de Montenegro, pelos amigos do marido. Os suspeitos esperaram a vítima dentro da residência e a atacaram com golpes no pescoço e, em seguida, estrangularam a pastora com uma gravata. Para abafar os gritos, colocaram som em volume alto.

De acordo com as investigações, a ordem partiu do marido, porque a mulher não queria a separação. Além disso, o mandante ficou sabendo que, ao deixar a esposa, corria risco de perder a maior parte do patrimônio do casal. Eles eram casados há 18 anos. Já o amante foi denunciado porque não impediu a morte de Marta e dirigiu o carro para a fuga dos executores. O marido de Marta ainda simulou que a esposa havia sido vítima de um assalto, dificultando a ação da polícia.