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Porto Alegre, sexta-feira, 15 de Dezembro de 2017

  • 10/08/2017
  • 12:36
  • Atualização: 12:38

Maioria dos assaltos no Uber ocorre quando motoristas estão aguardando passageiros

Representante de associação pede conscientização de usuários que chamam carros via app

Maioria dos assaltos no Uber ocorre quando motoristas estão aguardando passageiros | Foto: Tiago Medina / Especial CP

Maioria dos assaltos no Uber ocorre quando motoristas estão aguardando passageiros | Foto: Tiago Medina / Especial CP

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  • Correio do Povo

Cerca de oito a cada dez assaltos aos motoristas do Uber em Porto Alegre ocorreram quando os profissionais aguardavam por muito tempo os passageiros. A estimativa é do vice-presidente da Associação de Motoristas Particulares e de Aplicativos do Rio Grande do Sul (Ampa-RS), Carlos Guessi, que defende a ideia de uma realização de uma campanha de conscientização dos usuários do aplicativo.

A proposta já foi apresentada para a entidade que faz parte no sentido de encampar um trabalho.:“A demora dos passageiros pode ser de três até dez minutos”, estimou. Ele observou que os condutores ficam parados em frente dos prédios aguardando os passageiros por um longo período, ficando então expostos aos criminosos.

Guessi faz um apelo para que as pessoas acionem o aplicativo somente quanto estiveram prontas para o embarque. “Numa manhã fiquei quase sete minutos na frente da casa do passageiro que não chegava. Mandei uma mensagem de que estava aguardando-o e recebi a mensagem dele de que estava saindo”, recordou o vice-presidente da Ampa-RS, manifestando preocupação com os riscos dos motoristas nessas situações. “O ideal é que os passageiros estejam prontos e aguardando”, enfatizou.

Ele destacou que as ocorrências têm sido constantes. No final da noite de quarta-feira, por exemplo, um condutor do Uber foi atacado na avenida Alberto Pasqualini, bairro Jardim Itu Sabará, quando esperava um passageiro. Os ladrões levaram o Fiat Uno, de cor vermelha, da vítima. Os bandidos efetuaram inclusive disparos na direção de uma pessoa que começou buzinar com seu carro ao presenciar o roubo em andamento.

Em relação aos outros 20% dos assaltos, Carlos Guessi acredita que é decorrência do pagamento em dinheiro da corrida, o que atrai os ladrões. Ele espera que a questão seja resolvida. Um projeto de lei entrou em tramitação na Câmara visando extinguir a possibilidade de pagamento com dinheiro no transporte por aplicativos.