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Porto Alegre, sexta-feira, 24 de Novembro de 2017

  • 13/09/2017
  • 08:11
  • Atualização: 09:59

Traficantes teriam determinado toque de recolher em Gravataí

Policiamento ostensivo reforçado ocorre principalmente nas áreas com atuação do tráfico de drogas

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  • Correio do Povo

A população de Gravataí foi surpreendida, na tarde dessa terça-feira, com três áudios determinando toque de recolher na cidade. A ordem era para que as pessoas não saíssem de casa entre as paradas 62 e 69 e 76 e 79. Dois áudios afirmavam que o horário era das 22h às 5h e o terceiro, das 19h às 5h. A Brigada Militar afirmou não ter conhecimento do toque de recolher. Para a corporação as postagens foram feitas por “oportunistas” para gerar pânico.

Na terça, o 1º Batalhão de Operações Especiais (BOE), de Porto Alegre, somou-se ao reforço de policiamento ostensivo em Gravataí para conter a escalada de violência marcada por nove execuções no último final de semana. Segundo o comandante do 1º BOE, major Claudio Feoli, a atuação da tropa acontece em locais de maior incidência de homicídios e latrocínios. Os policiais militares estão mobilizados na Operação Avante no período noturno.

Conforme o comandante do 17º BPM de Gravataí, tenente-coronel Vanderlei Mayer Padilha, o policiamento ostensivo reforçado ocorre principalmente “nas áreas conflagradas pelo tráfico de drogas” da cidade. O grande teste, segundo Padilha, será no próximo final de semana, considerado o período em que mais acontecem execuções. “Estamos com patrulhas e barreiras. Nosso objetivo é prender foragidos, traficantes e apreender drogas e armas”, afirmou. Ele lembrou que o Setor de Inteligência do batalhão está “trabalhando forte em razão das informações que estamos recebendo da população”. Além do 1º BOE, o apoio em efetivo é proveniente também do Comando de Policiamento Metropolitano da BM. O comandante salientou que o Pelotão de Operações Especiais do 17º BPM participa junto das ações pontuais do 1º BOE.

O titular da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa de Gravataí, delegado Felipe Borba, revelou que algumas imagens de câmeras de monitoramento, instaladas nos entornos dos locais das nove execuções, estão sendo analisadas pela equipe de investigação.