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  • 09/02/2018
  • 13:45
  • Atualização: 13:54

PF cumpre determinação de Sérgio Moro e prende irmão e sócio de Dirceu

Também foi determinada prisão do sócio do ex-ministro, Júlio César dos Santos

Também foi determinada prisão do sócio do ex-ministro, Júlio César dos Santos | Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil / CP Memória

Também foi determinada prisão do sócio do ex-ministro, Júlio César dos Santos | Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil / CP Memória

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  • Agência Brasil

O juiz federal Sérgio Moro, responsável pelos processos da Operação Lava Jato em primeira instância, determinou a prisão do irmão do ex-ministro José Dirceu, Luiz Eduardo de Oliveira e Silva, em Ribeirão Preto. Também foi determinada a prisão do sócio do ex-ministro, Júlio César dos Santos. Os dois mandados de prisão já foram cumpridos na manhã desta sexta-feira pela Polícia Federal.

De acordo com o juiz, a prisão se deve ao fato de a segunda instância já ter se exaurido. No despacho, Moro diz que por eles terem cometidos "crimes de gravidade, inclusive lavagem de produto de crimes contra a administração pública, a execução após a condenação em segundo grau impõe-se sob pena de dar causa a processos sem fim e a, na prática, impunidade de sérias condutas criminais".

"Assim e obedecendo à Corte de Apelação, expeça a Secretaria os mandados de prisão para execução provisória da condenação", disse o juiz em seu despacho. "Autorizo desde logo a transferência para o sistema prisional em Curitiba, Complexo Médico Penal, ala reservada aos presos da Operação Lava Jato", completou. Moro acrescentou que a corrupção "sistêmica e descontrolada" pela qual passa o Brasil se deve em parte à "inefetividade dos processos criminais por crimes de corrupção e lavagem no Brasil".

O irmão de Dirceu cumprirá pena de dez anos e seis meses em regime inicialmente fechado por crimes de lavagem de dinheiro e de pertinência à organização criminosa. Além disso foram aplicados a ele 210 dias de multa. O ex-sócio de Dirceu cumpre pena de dez anos e oito meses, também em regime inicialmente fechado, pelos mesmos tipos criminais. A ele foram acrescidos 230 dias-multa. A Agencia Brasil entrou em contato com advogado de defesa do irmão do ex-ministro e aguarda informações.