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Porto Alegre, sábado, 27 de Maio de 2017

  • 12/05/2017
  • 15:37
  • Atualização: 15:43

"Governo chegou a limite de 25% de perda da reforma da Previdência", diz Padilha

Ministro-chefe da Casa Civil espera que a proposta seja votada no Congresso Nacional até o fim do primeiro semestre

Ministro-chefe da Casa Civil espera que a proposta seja votada no Congresso Nacional até o fim do primeiro semestre | Foto: Antonio Cruz / Agência Brasil / CP

Ministro-chefe da Casa Civil espera que a proposta seja votada no Congresso Nacional até o fim do primeiro semestre | Foto: Antonio Cruz / Agência Brasil / CP

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O ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, afirmou nesta sexta-feira que o governo já chegou ao limite nas concessões para aprovação da reforma da Previdência. Em entrevista após reunião de balanço de um ano do

governo Michel Temer, no Palácio do Planalto, ele afirmou que o Executivo espera que a proposta seja votada no Congresso Nacional até o fim do primeiro semestre. O ministro disse ainda que o governo não pensa em aumentar impostos, caso a reforma não seja aprovada.

"Já chegamos no ponto em que governo federal tinha estabelecido como limite: 75% do que foi mandado para Congresso Nacional. E já chegamos aos 75%. Portanto, da parte do governo, não há disposição para fazer nenhuma outra concessão", declarou Padilha. Ele afirmou que o governo está "avançando muito bem" nos temas que já fez algum tipo de concessão e que as contas para alcançar os 308 votos mínimos necessários para aprovar a reforma no plenário da Câmara "estão bem". "Os números são bons. Continuamos trabalhando, conscientizando que a reforma é fundamental. E a reforma da previdência é a pedra de toque para o Brasil nos próximos anos. Ou fazemos a reforma da Previdência, ou então vamos ter de volta a inflação, o juros alto, mais desemprego ainda", disse o ministro.

Questionado se o governo cogita aumentar impostos, caso a proposta não seja aprovada, respondeu: "O governo não pensa em aumentar impostos." Padilha previu que o PMDB poderá aprovar o fechamento de questão a favor da reforma, o que obrigará deputados e senadores do partido a votarem a favor da proposta, sob pena de serem punidos até com expulsão da sigla. "Vi que mais de 50 parlamentares do PMDB na Câmara pediram fechamento de questão. Seguramente a comissão executiva vai analisar o tema e, possivelmente, aprovar", afirmou. Ele disse acreditar que o PSDB, um dos principais aliados do governo, também feche questão.