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Porto Alegre, quinta-feira, 21 de Setembro de 2017

  • 16/07/2017
  • 15:17

Liberação de emendas está prevista na Constituição, diz Ministério do Planejamento

Pasta explicou que os recursos são liberados de acordo com critérios como "seleção pública e avaliação de risco"

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  • Agência Brasil

O Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão divulgou neste domingo uma nota para esclarecer a liberação de emendas parlamentares pelo governo federal durante a tramitação da denúncia contra o presidente Michel Temer na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados.

Na nota, o Ministério do Planejamento afirma que "a liberação de recursos para municípios trata-se de procedimento absolutamente normal". A pasta explicou que os recursos são emprestados aos municípios, não doados, e que são liberados de acordo com critérios como "seleção pública e avaliação de risco".

O ministério acrescentou que o lançamento dos programas já vinha sendo discutido e planejado há vários meses. Segundo o ministério, o uso das emendas parlamentares é "um procedimento obrigatório previsto na Constituição e na legislação orçamentária".

O governo explicou ainda que a "execução dessas emendas é feita pelos ministérios setoriais obedecendo a critérios pré-determinados". Os recursos podem ser utilizados pelas prefeituras para projetos de saneamento, mobilidade urbana, iluminação, entre outros. A liberação das emendas parlamentares e a troca de 25 membros da comissão da Câmara antes da votação do parecer foram fortemente criticadas pelas lideranças de partidos da oposição.

Os oposicionistas estão fazendo levantamento do total de recursos liberados pelo governo às vésperas da votação e pretendem acionar a Justiça. Na última sexta-feira, o deputado Chico Alencar (PSOL-RJ) disse que a ação do governo pode ser interpretada como "corrupção ativa" e a dos parlamentares que trocaram seus votos em troca da liberação de verbas como "corrupção passiva".

Denúncia

A denúncia apresentada pelo Procurador-Geral da República, Rodrigo Janot, contra Michel Temer pelo crime de corrupção passiva tramita na Câmara desde 29 de junho. Segundo o regimento interno da Câmara, a denúncia deve receber um parecer da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) pela admissibilidade ou não do processo perante a Justiça.

O parecer é encaminhado para apreciação do plenário, que para autorizar a abertura da investigação contra um presidente da República, deve garantir 342 votos, ou seja, dois terços dos 513 deputados federais a favor da denúncia. Se o número de votos não for atingido, a denúncia será arquivada.