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Porto Alegre, sábado, 21 de Outubro de 2017

  • 10/08/2017
  • 18:35
  • Atualização: 18:47

Fachin dá cinco dias para Janot se manifestar sobre pedido de suspeição

Temer solicitou que o procurador-geral seja impedido de atuar no caso JBS por falta imparcialidade

Temer solicitou que o procurador-geral seja impedido de atuar no caso JBS por falta imparcialidade | Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil / CP

Temer solicitou que o procurador-geral seja impedido de atuar no caso JBS por falta imparcialidade | Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil / CP

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O ministro Edson Fachin, relator da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), concedeu prazo de cinco dias para que o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, se manifeste sobre o pedido de suspeição apresentado contra ele pelo presidente Michel Temer. Nessa terça-feira, Temer solicitou que Janot seja impedido de atuar no caso JBS por falta de imparcialidade.

 

Por meio de seu advogado, Antônio Claudio Mariz de Oliveira, Temer alegou que "já se tornou público e notório que a atuação do procurador-geral da República, em casos envolvendo o presidente da República, vem extrapolando em muito os seus limites constitucionais e legais inerentes ao cargo que ocupa".

 

"Não estamos, evidentemente, diante de mera atuação institucional", disse Mariz, em uma das 23 páginas endereçadas a Fachin. À Corte, a defesa do peemedebista afirmou ainda que Janot tem "uma obsessiva conduta persecutória".

 

A primeira acusação formal do procurador-geral contra o presidente - no caso JBS, por corrupção passiva - foi recusada pela Câmara, no dia 2 deste mês, por 263 votos a 227. A denúncia de Janot tinha como base a delação dos acionistas e executivos do Grupo J&F, que controla a JBS.