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  • 27/09/2017
  • 18:51
  • Atualização: 18:52

Justiça Federal mantém prisão preventiva de Joesley

Na decisão, juiz alegou que empresário não teria nenhuma dificuldade para fugir do Brasil, caso desejasse

Audiência de custódia não trata do processo em si, mas do ato de prisão, de que forma ela se deu | Foto: Rovena Rosa / Agência Brasil / CP

Audiência de custódia não trata do processo em si, mas do ato de prisão, de que forma ela se deu | Foto: Rovena Rosa / Agência Brasil / CP

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  • Agência Brasil

Em audiência de custódia realizada na tarde desta quarta-feira, em São Paulo, o juiz João Batista Gonçalves, da 6ª Vara Federal, decidiu manter o empresário Joesley Batista, da J&F, preso preventivamente. Em sua decisão, o juiz alegou que Joesley não teria nenhuma dificuldade para fugir do Brasil, caso desejasse.

Ele também argumentou que o caso é de grande repercussão no país e que, por isso, é preciso "maior atenção que em outros casos que aconteceram". A decisão do juiz é uma resposta à argumentação do advogado de Joesley, Pierpaolo Bottini, de que a prisão preventiva nesse caso é arbitrária e que seu cliente seria a única pessoa presa no país pelo crime de insider trading.

Joesley Batista chegou por volta das 15h30 à Justiça Federal, onde foi ouvido em audiência de custódia. A audiência começou as 16h30 e durou cerca de meia hora, e se refere à investigação dos irmãos Batista no processo que apura o uso de informações privilegiadas para lucrar no mercado financeiro.

A audiência de custódia não trata do processo em si, mas do ato de prisão, de que forma ela se deu. Durante a audiência, Joesley disse que não sofreu maus tratos durante a prisão e reafirmou inocência. Segundo o empresário, a empresa vendeu ações no mercado no dia após a divulgação dos áudios contra Temer "como faz naturalmente". "Vendi porque precisava de caixa", explicou, negando que a intenção tenha sido obter lucro.