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Porto Alegre, sábado, 21 de Outubro de 2017

  • 04/10/2017
  • 08:40
  • Atualização: 08:47

Rio Grande do Sul amplia controle na fronteira contra aftosa

Meta será trabalhar em conjunto com Ministério da Agricultura e setor privado

Rio Grande do Sul amplia controle na fronteira contra aftosa | Foto: Arthur Puls / CP Memória

Rio Grande do Sul amplia controle na fronteira contra aftosa | Foto: Arthur Puls / CP Memória

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  • Correio do Povo

Depois de solicitar uma auditoria ao Ministério da Agricultura para buscar a antecipação da retirada da vacina contra a febre aftosa, de 2021 para, possivelmente, 2019, a Secretaria da Agricultura do Rio Grande do Sul vai reforçar o controle das regiões de fronteira com a Argentina e o Uruguai, países que manterão a imunização. Segundo o secretário Ernani Polo, a meta é trabalhar em conjunto com o Ministério da Agricultura e setor privado, que, neste caso, ainda não tem atribuição definida.

O trabalho está baseado em projeto-piloto que avaliou o risco de introdução e disseminação do vírus no rebanho gaúcho, observando aspectos como a proximidade da fronteira e a alta movimentação de animais. Entre as medidas em execução, Polo cita o georreferenciamento das propriedades e a construção de um almoxarifado central da secretaria, em Cachoeira do Sul, que será inaugurado em poucas semanas.

“O foco é intensificar o controle dentro desse planejamento, para que as ações do plano nacional possam ser implementadas até o final do ano que vem”, explica Polo. O secretário ressalva que não há confirmação de que a suspensão da vacina irá ocorrer daqui a dois anos. “A auditoria deve avaliar o nosso serviço e a implementação do plano. A partir disso, tomaremos a decisão”, diz.

O superintendente do Ministério da Agricultura no Estado, Bernardo Todeschini, afirma que o controle das fronteiras deve ocorrer não apenas com a retirada da vacina, já que a imunização não é uma garantia de que a doença não possa entrar no Estado.