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  • 05/10/2017
  • 07:40
  • Atualização: 07:52

Rio Grande do Sul pede investigação número de produtos lácteos do Uruguai

País vizinho estaria importando leite de outros países para exportar para Brasil

Rio Grande do Sul pede investigação número de produtos lácteos do Uruguai | Foto: Guilherme Testa / CP Memória

Rio Grande do Sul pede investigação número de produtos lácteos do Uruguai | Foto: Guilherme Testa / CP Memória

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  • Correio do Povo

O governo do Rio Grande do Sul vai solicitar ao Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC) que abra investigação para apurar os números de importação de produtos lácteos do Uruguai, alegando suspeita de prática ilegal de comercialização. O documento foi assinado nessa quarta-feira pela Farsul, Fetag e Secretaria da Agricultura, Pecuária e Irrigação (Seapi), e deve ser protocolado ainda nesta semana em Brasília. O texto apresenta dados que sugerem que o Uruguai estaria importando leite de outros países para exportar para o Brasil.

Utilizando fontes como o Banco Mundial e o próprio MDIC, o ofício aponta que em 2016 o Uruguai produziu 1,775 bilhão de litros de leite, sendo 791 milhões de litros para o mercado interno. Sobrariam ao país 984 milhões de litros para exportação.

No ano passado, o MDIC registrou a entrada de 1,036 bilhão de litros de produtos lácteos vindos do Uruguai, entre queijo, leite em pó, manteiga, butter oil e leite UHT, 52,7 milhões de litros a mais do que o produzido por aquele país. “São indicativos muito fortes de que algo está errado, porque o Uruguai não exporta leite apenas para o mercado brasileiro”, comentou o secretário da Agricultura, Ernani Polo. “Nós tomamos esta iniciativa para tentar proteger o produtor de leite gaúcho e brasileiro que vem enfrentando desde o ano passado a concorrência do produto uruguaio, com prejuízos”, justificou.

O presidente da Comissão de Leite e Grãos da Farsul, Jorge Rodrigues, afirmou que o Departamento de Defesa Comercial do MDIC, caso acate a solicitação, deve conferir os números apresentados no documento gaúcho e pedir explicações ao país vizinho. “Se a suspeita for comprovada, o Uruguai pode sofrer sanções diplomáticas que estão previstas na legislação do comércio exterior”, apontou.