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  • 09/05/2017
  • 16:00
  • Atualização: 16:02

Ministério fará missões ao exterior para defender qualidade da carne brasileira

Governo tenta conter debandada de mercados após deflagração da Operação Carne Fraca

Ministério fará missões ao exterior para defender qualidade da carne brasileira | Foto: Alina Souza / CP Memória

Ministério fará missões ao exterior para defender qualidade da carne brasileira | Foto: Alina Souza / CP Memória

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  • Agência Brasil

Após 50 dias da deflagração da Operação Carne Fraca, que investiga irregularidades na produção e fiscalização de frigoríficos, o secretário-executivo do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Eumar Novacki, disse que representantes da pasta farão missões ao exterior para retomada do mercado internacional.

“Com a Operação Carne Fraca, tivemos que gerenciar essa crise e agora estamos pisando no acelerador, vencemos a primeira onda, mas ainda há muito o que ser feito. Estamos trabalhando para a retomada dos mercados”. Ele participou nesta terça-feira da abertura da Expomeat, feira internacional de proteína animal que acontece até quinta-feira em São Paulo.

O secretário-executivo disse que a contenção da crise foi possível graças ao sistema de inspeção federal. “No primeiro momento nós conseguirmos conter a debandada geral que houve e agora queremos consolidar [os mercados]. E isso só é possível porque o nosso sistema de inspeção federal é robusto e funciona, estamos presentes em mais de 150 países e estes mercados, antes de comprar os produtos brasileiros, fazem uma auditoria independente do sistema, por conta disso nós conseguimos conter e agora precisamos consolidar”, disse.

O trabalho agora segue com missões internacionais feitas pelo Mapa. Na próxima sexta-feira o ministro da Agricultura, Blairo Maggi, viaja para Arábia Saudita e Kuwait. Novacki informou que também participará das missões na Comunidade Europeia e Coreia do Sul. Há ainda visitas programadas para Egito, Irã e Argélia.

Segundo o secretário-executivo, poucos países ainda resistem em voltar a comprar a carne brasileira. “Com os grandes compradores não tivemos problemas, mas existem alguns mercados que compravam produtos brasileiros e que seguraram [as importações] e agora discutem questões bilaterais porque também têm interesse em colocar produtos aqui”, ponderou.

Novacki acredita que o maior prejuízo foi da imagem da carne brasileira. “Precisamos desmistificar e mostrar não só internamente, mas para o mundo, que além de produzir em grande quantidade e produtos de qualidade, nós produzimos também com responsabilidade social e com sustentabilidade. Estes são os pilares que vamos nos apoiar nessas missões internacionais”.

Para o presidente-executivo da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Francisco Turra, a retomada total do mercado externo será rápida. “Alguns poucos mercados continuam fora, mas acho que dentro de 30 dias a gente deve ter 100% dos países de volta”. Turra acredita que as vendas internas já voltaram ao normal. “Pela transparência das informações do Mapa e da ABPA, a população brasileira foi entendendo que havia um grupo pequeno de empresas envolvidas, de equívocos e de irregularidades, o mercado absorveu rápido e até houve uma reação positiva da confiança do brasileiro na nossa carne”, ressaltou.