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Porto Alegre, quinta-feira, 17 de Agosto de 2017

  • 17/07/2017
  • 17:56
  • Atualização: 17:59

Maggi acha possível reabrir mercado dos EUA para carne bovina em 30 a 60 dias

Mudanças técnicas adotadas devem ser aceitas pelos norte-americanos, segundo ministro

Maggi acha possível reabrir mercado dos EUA para carne bovina em 30 a 60 dias | Foto: Aloisio Mauricio / Fotoarena / Folhapress / CP Memória

Maggi acha possível reabrir mercado dos EUA para carne bovina em 30 a 60 dias | Foto: Aloisio Mauricio / Fotoarena / Folhapress / CP Memória

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O ministro da Agricultura, Blairo Maggi, disse nesta segunda-feira que a reunião com o secretário de Agricultura dos Estados Unidos, Sonny Perdue, em Washington, foi produtiva, mas nada foi definido sobre a reabertura do mercado norte-americano à carne bovina in natura do Brasil. Maggi, no entanto, afirmou o "compromisso político" de se retomar a comercialização o mais rápido possível, "assim que as coisas estiverem esclarecidas". Ele reforçou que não há qualquer objeção política por parte dos Estados Unidos para a reabertura do mercado. E que acha possível que esta retomada aconteça entre 30 a 60 dias.

"Temos de aguardar posições técnicas; eles ainda estão fazendo análises das informações que passamos", afirmou Maggi, em entrevista a jornalistas logo após o encontro - o áudio foi disponibilizado pela assessoria do ministro.

De acordo com o ministro brasileiro, as mudanças técnicas adotadas pelo Ministério da Agricultura para a exportação do produto devem ser aceitas e reconhecidas pelos norte-americanos. O governo determinou, por exemplo, que apenas cortes específicos sejam enviados aos Estados Unidos, para evitar, por exemplo, o embarque de pedaços com abscessos - o que levou à suspensão.

Maggi disse que o envio de carne desossada com pedaços de ossos também gerou preocupação entre os norte-americanos. "Acende um sinal amarelo aqui. Isso é preocupante porque nenhum país que é livre de febre aftosa com vacinação pode exportar peças com osso e precisamos rever isso", disse.

Questionado sobre a delação do presidente da JBS, Wesley Batista, que trata sobre um suposto pagamento de mensalinho a fiscais agropecuários, Maggi disse que, se confirmada a denúncia, a pasta fará substituições. "Estamos aguardando. Se isso se confirmar, o ministério já está preparado para fazer as substituições necessárias de nomes envolvidos; estamos com luz amarela esperando", afirmou.