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Porto Alegre, terça-feira, 12 de Dezembro de 2017

  • 19/05/2017
  • 08:02
  • Atualização: 08:04

Crise política altera as expectativas da agropecuária

Plano Safra deve ser confirmado, mas discussões do Furural e das reformas tendem a ser postergadas

Plano Safra deve ser confirmado, mas discussões do Furural e das reformas tendem a ser postergadas | Foto: Vanessa Almeida de Moraes / CP Memória

Plano Safra deve ser confirmado, mas discussões do Furural e das reformas tendem a ser postergadas | Foto: Vanessa Almeida de Moraes / CP Memória

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  • Correio do Povo

A crise política no governo Michel Temer eclodiu no momento em que são discutidas pautas de impacto econômico para os produtores rurais e tende a alterar o andamento dessas negociações. É o caso da mobilização do setor por um alívio na cobrança de dívidas com o Funrural, que pode deixar de chegar a um desfecho nos prazos pretendidos, e da Reforma da Previdência, que fica com grandes chances de ser adiada. Já o Plano Safra de 2017/2018 não será afetado, garante o secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Neri Geller. “Não vamos perder o foco. Não mudou absolutamente nada”, afirma.

De acordo com Geller, o Plano Safra será lançado até 5 de junho, como previsto anteriormente. Na quinta-feira da próxima semana deve receber o voto do Conselho Monetário Nacional, que é o órgão que valida os programas e taxas de juros que serão praticados no próximo ciclo. O secretário avisa que o Plano Safra deve contar com, no mínimo, R$ 182 bilhões e que o Ministério da Fazenda já teria concedido redução de juros para programas de investimento, sem informar, no entanto, qual seria o percentual. “A partir de 1º de julho estarão em vigor todas as plataformas dos programas nas agências financeiras. Podemos garantir isso”, promete.

O deputado federal Luis Carlos Heinze considera que, por serem temas urgentes, as decisões do Funrural e o Plano Safra não poderão ser atingidos pela crise na esfera política. “Eu e outros colegas vamos manter o diálogo com o governo para fechar essas questões. Independentemente de quem estiver na Presidência (da República), têm coisas que precisam ser decididas logo”.

Em relação à reforma da Previdência, o deputado federal Heitor Schuch acredita que é pouco provável que o tema seja debatido ainda neste semestre. “Não há clima para votar absolutamente nada nos próximos 30 dias e, em julho, temos o recesso. Agora todo o foco está voltado para o cenário político nacional e não para projetos e nem PECs”, ressalta. O parlamentar acredita que a Reforma Trabalhista, que tramita no Senado, e a Previdenciária, na Câmara dos Deputados, vão ter andamento por serem pautas já iniciadas. “Certamente, o governo vai retomar a discussão, só que perderá ainda mais apoio”, prevê.

Em nota, a Fetag/RS diz que é “urgente” que o governo federal retire de pauta a discussão das reformas Previdenciária e Trabalhista e que o presidente Michel Temer peça afastamento do cargo até que todos os fatos se esclareçam.