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01/07/2014 15:34 - Atualizado em 01/07/2014 18:29

Argentina sofre, mas elimina a Suíça

Di Maria marcou o único gol da partida nos últimos minutos da prorrogação

Argentina sofre, mas elimina a Suíça<br /><b>Crédito: </b> Nelson Almeida / AFP / CP
Argentina sofre, mas elimina a Suíça
Crédito: Nelson Almeida / AFP / CP
Argentina sofre, mas elimina a Suíça
Crédito: Nelson Almeida / AFP / CP

Nem um dos tangos mais tristes poderia relatar o sofrimento da Argentina para conseguir uma vitória sobre a Suíça na tarde desta terça-feira na Arena Corinthians. A seleção portenha precisou de 117 minutos para fazer 1 a 0 com Di María. O gol saiu somente aos 12 minutos do segundo tempo da prorrogação depois de uma grande jogada de Messi.

Com a vitória, a Argentina chegou às quartas de final da Copa do Mundo e agora aguarda o vencedor de Bélgica e Estados Unidos. O próximo compromisso está marcado para sábado, às 13h no Mané Garrincha.

Argentina sem criatividade e Suíça perigosa

Durante os primeiros 45 minutos, a Suíça soube como conter os principais jogadores argentinos. Messi, Di María e Higuaín não tiveram refresco nas vezes em que tocavam na bola. Até os 15 minutos, nenhuma seleção conseguiu produzir uma chance boa de gol. A Argentina investia quase que a todo momento nas arrancadas de Di María pela esquerda, mas o atacante era parado com falta ou era desarmado por Lichtsteiner.

Aos 24 minutos, a Argentina chegou com perigo em um escanteio. Messi colocou a bola para Higuaín, que concluiu o lance de cabeça. Para sorte da Suíça, a bola ganhou altura e sequer assustou Benaglio. Três minutos depois, os suíços responderam e com uma chance de gol. Shaqiri fez grande jogada pela direita e cruzou para trás, onde estava Xhaka. O meia chutou rasteiro e Romero fez uma grande intervenção, evitando aquele que seria o primeiro gol do jogo.

A Argentina voltou ao ataque em um novo escanteio. Desta vez, Di María cobrou fechado e Garay surgiu como um raio entre os zagueiros suíços. O argentino raspou a bola de cabeça, mas o golpe não foi o suficiente para direcionar a bola, que passou à direita da meta de Benaglio.

Aos 37 minutos, a melhor chance da partida caiu nos pés de Drmic. Se minutos antes ele não teve vida fácil, agora estava livre para marcar o gol após um lançamento da defesa. O centroavante dominou a bola e teve todo o tempo do mundo para concluir o lance. Ele tentou encobrir Romero, mas o chute saiu sem força e ficou fácil para o goleiro argentino.

Argentina pena para criar no segundo tempo

Motivada pela boa apresentação no primeiro tempo, a Suíça voltou melhor que a Argentina do vestiário. Aproveitando bem os contra-ataques, a equipe de Ottmar Hitzfeld conseguia chegar com perigo ao ataque. Em menos de 10 minutos, já tinha duas oportunidades boas. A primeira surgiu aos quatro, quando Shaqiri executou cobrança de falta e buscou o ângulo do gol argentino. Romero se atrapalhou para defender, mas conseguiu evitar o tento. Na sequência, novamente Shaqiri recebeu na ponta-esquerda e esperou a chegada do centroavante Drmic. O camisa 19 chutou forte demais e perdeu mais uma oportunidade no jogo.

Assim como fez anteriormente, a Argentina insistia em jogar pela esquerda. As jogadas, desta vez, foram protagonizadas pelo lateral Rojo, que quase abriu o placar na partida aos 11 minutos. O ala recebeu de Lavezzi e dentro da área chutou forte para uma boa defesa de Benaglio. Em seguida, aos 16, Rojo recebeu um lançamento de Garay e cruzou na medida para Higuaín. O centroavante argentino cabeceou a bola com perigo e o goleiro suíço fez uma ótima defesa.

Ainda que tenha melhorado na etapa complementar, a Argentina não conseguia penetrar na defesa suíça. As investidas de Messi não davam resultado e Lavezzi, substituto de Aguero, tinha dificuldades para encontrar espaço. Aos 26 minutos, o técnico Alejandro Sabella decidiu trocar o atacante do PSG por Palacio, para dar mais fôlego ao ataque.

Aos 32, Messi deu sinais de que poderia desequilibrar quando recebeu a bola na entrada da área. Ele ajeito para a perna canhota e mandou um chute forte rasteiro. Benaglio fez uma grande defesa e deu rebote. Palacio vinha na corrida e acabou caindo no lance. Os pedidos de pênalti foram ignorados pela arbitragem.

A partir dos 35 minutos, a Argentina, que começava a se organizar, voltou a sucumbir e passou novamente por uma crise de criatividade. A Suíça concentrava todas as suas forças na defesa e não tinha fôlego para ir ao ataque. Shaqiri, o motorzinho suíço, precisava de uma nova regulagem porque durante os minutos finais já não tinha condições de puxar contra-ataques. Hitzfeld ainda colocou Severovic no ataque no lugar de Drmic, mas o panorama não mudou. Em campo, as duas seleções já admitiam que a decisão só poderia vir na prorrogação. Mais 30 minutos de sofrimento para argentinos e suíços na Arena Corinthians.

Prorrogação e, enfim, a salvação para Argentina

A prorrogação para Argentina e Suíça não começou muito diferente do quadro apresentado no segundo tempo. As seleções agora adotavam um ritmo mais cauteloso. Os argentinos permaneciam com mais posse de bola, mas o domínio era improdutivo. O intervalo foi bom ao menos para que os suíços readquirissem a condição de criar contra-ataques, até porque Shaqiri já estava mais alerta e participativo.

Na metade da prorrogação, o time suíço começou a prender a bola no ataque, o que irritou os argentinos. A torcida brasileira na Arena Corinthians gritava olé, incentivando os europeus a ficar com a posse de bola. A primeira parte do tempo extra chegou ao fim sem que nenhuma equipe criasse uma chance de gol.

Os últimos 15 minutos entre Argentina e Suíça seriam usados basicamente para proteger o resultado de 0 a 0. O cansaço e o trabalho impecável das defesas eram os principais obstáculos para os ataques das duas seleções. Aos três minutos do segundo tempo, Di María arriscou um chute de fora da área e obrigou Benaglio a fazer uma grande defesa.

A partir daí, tudo se encaminhava para um final dramático e a disputa de penalidades parecia mais certa do que a classificação de Suíça ou Argentina. Mas, a capacidade de decisão de um craque entrou em campo e no momento em que o time mais precisava.

Aos 12 minutos do segundo tempo da prorrogação, Messi enfileirou a defesa da Suíça e lançou Di María  dentro da área. Com sangue frio, o atacante chutou de chapa e colocou a bola no fundo das redes, decretando a classificação da Argentina para as quartas de final. Nos descontos, Dzmaili ainda perdeu a chance de empatar a partida e levar a decisão para os pênaltis, mas não adiantava mais. A Argentina estava mais viva do que nunca e seguia diante na Copa do Mundo. 

Oitavas de Final - Copa do Mundo

Argentina 1
Romero; Zabaleta, Federico Fernandez, Garay e Rojo (Basanta); Mascherano, Gago e Dí Maria; Lavezzi (Palacio), Messi e Higuaín. Técnico: Alejandro Sabella.

Suíça 0
Benaglio; Lichtsteiner, Schär, Djourou e Rodríguez; Behrami, Inler, Shaqiri, Xhaka (Fernandez) e Mehmedi (Dzmaili); Drmic (Severovic). Técnico: Ottmar Hitzfeld.

Arbitragem: Jonas Eriksson (SWE), Mathias Klasenius (SWE) e Daniel Warnmark (SWE)

Gols: Di María, aos 12 / 2º da prorrogação

Cartões Amarelos Xhaka (S); Fernandes (S); Rojo (A); Di María (A);

Estádio: Arena Corinthians, em São Paulo (SP)

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Fonte: Luiz Felipe Mello / Correio do Povo





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